Na Escola EB 2,3 Conde Vilalva, em Évora, o dia verde costuma ser à quarta-feira à tarde, mas hoje voltaram a pôr as mãos na massa - e na terra - para nos mostrar que "uma eco-escola funciona todos os dias", como assinala a professora Antónia Serra, 53 anos, uma das dinamizadoras do projecto. À entrada da escola, uma frase dá-nos as boas-vindas. "Quando pensas que tens as respostas, o mundo muda as perguntas." É assim com todo o material: com boa vontade e muita imaginação, fazem-se os mais variados produtos só com plástico ou com papel. "Fazemos caixas para embrulhos, bases para quentes, cestos", diz Antónia Serra. Sentados na mesa, um grupo de miúdos esboça um sorriso: "E ajudamos o ambiente, porque reduzimos o lixo, reutilizamos o que podemos, e reciclamos o resto." Junto ao recreio, outro grupo aproveita para nos mostrar a sua horta biológica - que este ano vai ter a companhia de uma estufa de flores. Nesta época, limpam as ervas daninhas e enchem o compostor - um bloco de madeira que fizeram na aula de Educação Visual e Tecnológica - com palha, os restos de comida do bar e da cantina, e raspas de madeira. Cobrem com terra e regam, para terem adubo o ano todo. São alunos do Programa de Percursos Alternativos, que encontram nestas actividades uma outra forma de andar na escola. Ao plantar - espinafres, nabiça, cebola, pimenta, abóbora - aprendem também Ciências da Natureza. Ao fazer a contabilidade do que produzem, treinam a Matemática. E por aderirem ao modo biológico, mostram outra forma de serem amigos do ambiente. "Esta é uma eco-escola desde 1996", remata a professora Antónia, orgulhosa do trabalho feito.