Depois de cruzarmos a fronteira entre a Colômbia e o Equador (1), seguimos em direção à capital, Quito. Chegámos tarde, encontrámos um alojamento no centro antigo da cidade e, como tínhamos muitas horas de viagem a pesar sobre as costas, jantámos e fomos dormir.
Na manhã seguinte, Quito revelou-nos um centro histórico surpreendentemente bonito e bem preservado (2,3). É sem duvida um exemplo de esplendor colonial, tendo sido considerado pela UNESCO em 1978 património cultural da humanidade.

Sem grandes planos, mas com muito interesse em conhecer esta cidade, fomos caminhando pelo centro. Visitámos o Centro Cultural Metropolitano, um edifício construído no séc. XVII pelos Jesuítas e onde atualmente se encontra a Biblioteca Nacional. Visitámos a Catedral de Quito (4,5), onde se encontram vários estilos como o gótico tardio nos arcos ou o barroco no altar; as suas paredes interiores foram pintadas por conhecidos artistas nacionais.
Mais tarde, enquanto íamos descobrindo Quito, calcorreando ruelas e calçadas, encontrámos a espetacular Basílica Sagrado Corazon de Jesus (6.7) de estilo gótico com a fachada completamente decorada por gárgulas de animais dos trópicos (papa-formigas, crocodilos, tartarugas, etc.). A construção desta arquidiocese iniciou-se em 1926 e seguiu por várias décadas; estando localizada num lugar privilegiado, pois está construída sob uma colina a nordeste do centro histórico, oferece uma visão panorâmica bastante interessante da cidade (8).

Na segunda noite, para poupar uns dólares, procurámos uma hospedagem mais barata. Provavelmente foi um dos piores lugares onde dormimos durante esta viagem. Na manhã seguinte saímos do alojamento com uma grande coleção de pulgas no corpo e nas mochilas.
Perto do alojamento, visitámos a Plaza Santo Domingo e a bonita igreja (9) com o mesmo nome e logo dirigimo-nos para o terminal de autocarros para apanhar um transporte para Latacunga (10, 11,. Uma cidade localizada entre sete vulcões andinos e com vista para o vulcão ativo mais alto do mundo, o Cotopaxi (5897m) (12,13). O nosso objetivo era de caminhar nos arredores do vulcão, integrando no Parque Nacional Cotopaxi, e subir até o topo, mas quando descobrimos que a única forma fazê-lo seria na companhia de um guia e pagando cerca de 50 euros cada um, decidimos abdicar da ideia e contentarmo-nos com a maravilhosa vista da cidade para este vulcão.

Fizemos uma viagem muito interessante (cerca de 2h) por uma das estradas mais bonitas das montanhas andinas, a Quilatoa Loop (14 a 16). Percorremos de autocarro este caminho de terra batida, e das janelas fomos contemplando fantásticas paisagens de montanha com bucólicas pastagens decoradas com ovelhas, lamas ou vacas e campos cultivados de forma tradicional. 
Esta colorida estrada com paisagens idílicas de vulcões, campos e pastagens; levou-nos até um lugar deslumbrante, a Laguna Quilotoa (17 a 20).
O vulcão Quilotoa teve a sua última erupção no ano de 1797, tendo esta dado origem à atual formação geológica e ao lago de água turquesa. Este espantoso lugar está rodeado de páramo (ecossistema único que surge nos Andes a partir dos 3000m) e encontra-se entre os 3400-4000m de altura.

Descemos pelas vertente da cratera até alcançar a lagoa, parámos para almoçar e imprevisivelmente, começámos a escutar uma flauta andina que ecoava naquele grande anfiteatro natural.
Com a barriga cheia, a grande inclinação e a altitude de cerca de 3500m, a subida de volta tornou-se mais difícil do que esperávamos, mas atingimos o topo.

Voltámos a Latacunga (21) e na manhã seguinte, partimos rumo ao vulcão Chimborazo, o cume mais alto equador.