Na sua edição de outubro, o Journal of Infectious Diseases publica um artigo sobre uma nova estirpe da bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina botulínica, comercializada nos EUA como o popular Botox. No entanto, ao contrário do seria de esperar numa publicação científica, os detalhes fornecidos sobre este novo "primo" do Botox são escassos. Uma decisão "rara" e consciente, segundo o editor do jornal, David Hooper, por razões de segurança.

"Havia relevância científica suficiente para não querermos adiar a publicação", explica o responsável, especialista em doenças infecciosas no hospital norte-americano Massachusetts General, em declarações à NPR. 

A toxina botulínica é um complexo protéico e uma neurotoxina que pode ser extremamente perigosa e potencialmente fatal, pela capacidade de bloquear os sinais das células nervosas para os cérebro ou para os músculos.

A descoberta foi feita por cientistas do Departamento de Saúde Pública da Califórnia, quando estudavam amostras recolhidas de bebés com botulismo.