Todo o percurso foi feito principalmente de barco ao longo dos canais, com algumas saídas que percorriamos a pé, para visitar os mosteiros, por caminhos de terra, atravessando pontes incríveis, quase em ruínas, como a ponte na aldeia In Daing, mas beneficiando de paisagens deslumbrantes, onde mulheres lavavam roupa, transportavam lenha às costa, onde as crianças brincavam e riam, tomando banho no rio e onde se mergulha por vezes em locais de conto de fadas, como as margens da primeira aldeia, com as suas "stupas" e pagodes brancos e dourados, ou o Pagode Inlay Shwe Inn Tain, cujas "stupas" e pagodes se encontram em ruínas, perdidos e abandonados no tempo, mas homenageados pelos homens que aqui vêm fazer as suas preces e colocar flores, mas todos apontando para o céu, enfeitados de coroas de metal com sininhos que tilintam ao sabor da brisa.

O Mosteiro "In Dein" perto da primeira aldeia, um dos mais bonitos que visitámos. Muito antigo, feito em madeira de teca com os telhados decorados de madeira tão trabalhada que parecem feitos de metal! E onde, depois de atravessarmos uma escadaria de pedra branca, nos encontramos no surpreendente edifício adjacente, com tectos abobadados, num labirinto de salas coloridas de ocre, vermelhos, azuis e ouro, completamente cheias de nichos que albergam centenas de pequenos Budas dourados. E só é pena que os desenhos em relevo e as pinturas estejam tão degradadas! Mais uma vez diferente de tudo o que já tinhamos visto!

O Mosteiro "Nga Phe Kyaung" (também conhecido como Mosteiro dos Gatos Saltadores, porque aqui os monges há muito que se dedicam a ensinar os gatos a saltar através de um arco e que é uma atracção e uma curiosidade!) é o mais antigo dos 268 mosteiros que se encontram em volta do lago. Aqui, num impressionante edifício com enormes colunas em teca (e a teca está sempre presente!) temos uma fabulosa colecção de Budas, imagens lindíssimas de Bagan, Shan, Intha e até do Tibete. Mas não são só as imagens dos Budas que são espectaculares. Os próprios altares são um espanto de trabalho filigranado com embutidos e pedras preciosas.

Este mosteiro é também uma escola onde pudemos ver os jovens apredizes de monges a estudar os ensinamentos de Buda e os mais velhos a ler as suas orações. Na primeira ante-câmara, existem uns quadros de ardósia preta onde estão inscritos os nomes, os países de origem e o montante das doações que são feitas pelos visitantes. Também lá deixámos um donativo e os nossos nomes.

Daí seguimos para visitar o Pagode Phaung Daw Oo, considerado um dos lugares mais mágicos da Ásia e onde os 5 Budas do séc. XII, que se encontram no altar, têem ao longo dos anos sido cobertos com folha de ouro pelos fiéis e peregrinos, de tal forma que hoje se desconhece a sua verdadeira forma. Parecem umas abóbrinhas!!!

Já pela tarde dentro visitámos, na aldeia de Inn Paw Khone, uma fábrica de artesanato de seda, onde jovens artesãs produzem peças de seda feitas em teares manuais. 

E o sol escondia-se por detrás dos montes, quando regressámos ao nosso Princess Resort.