A Coreia do Norte confirmou hoje a realização "com sucesso" de um terceiro teste nuclear, uma revelação já condenada por vários países como a Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão e pelo secretário-geral das Nações Unidas.

Com uma reunião do Conselho de Segurança, atualmente presidido pela Coreia do Sul, logo pela manhã, hora de Nova Iorque, o ensaio nuclear da Coreia do Norte foi, primeiro, uma suspeita depois de vários observatórios sismológicos, incluindo da China, ter detetado um tremor de terra de características pouco comuns por a profundidade do abalo se ter dado a menos de um quilómetro.

Poucas horas depois do abalo, Pyongyang confirmava através da sua agência noticiosa, a KCNA, a realização do teste que a própria Organização do Tratado de Proibição de Testes Nucleares, organismo da ONU com sede em Viena, ter salientado que o abalo sísmico tinha características que apontavam nesse sentido.

O presidente norte-americano Barack Obama disse hoje que o "provocatório" teste feito pela Coreia do Norte não torna o país mais seguro e apelou a uma "rápida" e "credível" ação internacional como resposta.

Barack Obama prometeu também que Washington vai permanecer vigilante face ao teste nuclear subterrâneo e firme no seu compromisso de defesa dos seus aliados na Ásia.

O Japão vai enviar aviões militares para recolherem amostras de ar para detetar radiação após o teste nuclear efetuado pela Coreia do Norte, revelou o Ministério da Defesa. 

O ministro da Defesa Itsunori Onodera convocou uma reunião com as altas patentes militares e deu instruções para se prepararem para recolher amostras de ar no sentido de identificar partículas radioativas, revelou um porta-voz governamental. 

"Estamos prontos para fazer descolar os nossos aviões e recolher amostras de ar assim que recebermos ordem do gabinete do chefe do governo", disse um porta-voz da Força Aérea.