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5 tesouros para descobrir na Serra do Açor

Coração no centro de Portugal

É a quinta serra mais alta de Portugal Continental e a formação montanhosa em xisto mais elevada (Cebola, a 1418 metros, albergando cindo Aldeias do Xisto. É esventrada pelas Minas da Panasqueira

Lucí­lia Monteiro

Benfeita

A torre sineira da aldeia celebra, todos os 7 de maio, o fim da II Guerra Mundial com 1 620 badaladas

Esta é uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto. E é a única aldeia no mundo que exalta a paz com uma torre, um sino e um relógio. Fica próxima da Fraga da Pena e a Mata da Margaraça, que é uma das mais importantes florestas caducifólias do País.
Venha descobrir como tudo aqui é Benfeita. Percorra as ruas e sinta a frescura no encontro de duas ribeiras, a do Carcavão e a da Mata. No recuperado moinho do Figueiral e alambique, ainda é possível ver como antigamente se aproveitava a força da água. Do outro lado da rua descubra a Igreja Paroquial e o atelier da Feltrosofia, onde se fazem artesanalmente peças de feltro com um design inovador. Não se esqueça de visitar também a loja das Aldeias do Xisto e centro documental, na recuperada Casa Simões Dias.

É obrigatório subir à Fonte das Moscas e apreciar o conjunto de casario branco com as suas ruelas e passadiços característicos, nas quais se destaca a Torre da Paz, de alvenaria de xisto, com uma interessante história para contar.

Situada entre Côja e a Paisagem Protegida da Serra do Açor, a Benfeita leva-nos a seguir a ribeira da Mata, a encontrar a frescura da Fraga da Pena e o arvoredo da Mata da Margaraça.

Maior que o seu tamanho, é a religiosidade da sua população: para além da Igreja Matriz (séc. XVIII), podem encontrar-se a Capela da Nossa Senhora da Assunção, a Capela de Santa Rita e a Capela do Senhor dos Passos. Mais acima, numa colina próxima, encontra-se a Capela de S. Bartolomeu, a da Senhora da Guia e a da Senhora das Necessidades.

Modestas na construção, mas testemunhas da fé das gentes da terra, eram muitas vezes construídas ou melhoradas como promessa a um santo, por uma boa colheita ou assuntos do coração.

Há também inúmeras alminhas, espalhadas por caminhos novos e antigos, preciosas nos seus significados, formosas na sua construção, à espera de serem redescobertas.

A ver
Ponte Fundeira
Em 1880, a ponte – que primitivamente era de madeira – foi erguida em pedra.
Casa Simões Dias
Alberga a Loja Aldeias do Xisto no piso inferior.
Capela de Santa Rita
Templo do séc. XVIII, de planta octogonal, com portal orientado a oeste, retangular e de molduras trabalhadas.
Capela do Senhor dos Passos
Existia um templo primitivo que se encontrava em muito mau estado de conservação, pelo que em 1954 recebeu profundo restauro.
Alminha
Em frente à Capela de São Bartolomeu, na berma do antigo caminho de acesso à Benfeita.
Capela de Nossa Senhora da Guia
No interior merecem referência as imagens de Nª Srª da Guia, em madeira articulada, de Stº António e S. Tiago, em madeira, e duas imagens de Nª Srª com o Menino.
Capela de São Bartolomeu
A cerca de 200 metros do conjunto anterior, a capela está implantada num cabeço acima da Torre da Paz. Templo do século XVII.

História
A partir de 1955, a povoação expandiu-se para a margem esquerda da ribeira do Carcavão. No final do séc. XIX início do séc. XX, os telhados, na sua maioria, eram em ardósia. Mas, em meados do séc. XX, esse aspeto característico das aldeias da Beira Serra quase tinha desaparecido.

Natureza
A Benfeita está a um passo da Mata da Margaraça (Reserva Natural e Reserva Biogenética do Conselho da Europa), um exemplo raro de vegetação original das encostas xistosasl, com sobreiros, castanheiros, aveleiras, cerejeiras e nogueiras. A Fraga da Pena, com quedas de água e vegetação muito próprias, é uma zona igualmente notável.

Lucília Monteiro

Aldeia das Dez

Um miradouro quase perfeito para as serras, com um património arquitetónico ímpar

Uma aldeia risonha e encantadora, sobranceira ao rio Alvoco. Toda ela parece um demorado miradouro, com vista privilegiada para as serras envolventes e com um convite irresistível: respirar o seu ar puro e tentar conhecer a sua vasta história. As vistas da aldeia-miradouro conquistam qualquer visitante apreciador das deslumbrantes paisagens da serra da Estrela. Aqui, cada casa, cada rua e cada largo é um miradouro.

Construída predominantemente em granito, a Aldeia das Dez detém um património construído impressionante, com destaque para a Igreja Matriz, cujo interior está decorado com sumptuosa talha dourada.

Na aldeia moraram muitos entalhadores e douradores, que beneficiaram a aldeia com as suas obras. A talha dourada da Igreja Matriz é disso exemplo, juntamente com esculturas e pinturas que embelezam o interior do edifício. Mas os encantos da aldeia vão para lá disso: também se encontram nas pessoas e na paisagem.

Quem não resiste a um bom doce, também pode encontrar bolos tradicionais da aldeia, os coscoréis e cavacas confecionadas à moda da Aldeia das Dez. Aproveite e prove também uma compota ou um licor de medronho, cujo fruto é abundante na zona.

No que toca a património, o da Aldeia das Dez é impressionante e são as casas o que mais se destaca. A Casa do S (ou Casa da Voluta) é um exemplo. Edifício do século XVII de arquitetura popular, conta com dois pisos em estrutura de alvenaria irregular. Digna de visita é também a escola primária. É um edifício característico do “Plano dos Centenários”, do tempo do Estado Novo.

O património religioso também está bastante presente na Aldeia das Dez. Além da Igreja Matriz, que data do século XVIII, há também a Igreja de Santa Maria Madalena, que foi construída em 1758. Dotada de frontaria neoclássica, no seu interior exibe-se um retábulo com a imagem de Santa Maria Madalena. Mais modesta, mas não menos bela, é a Capela de Nossa Senhora das Dores, também erigida no século XVIII.

A Aldeia das Dez é também a aldeia das fontes. São quatro, desde a Fonte do Povo, construída em 1892 e adornada com azulejos com poemas do dr. Vasco Campos, até à Fonte do Soito Meirinho, localizada à entrada da aldeia.

Se quiser fazer uma caminhada, pode utilizar a calçada romana que se localiza a 3 km de Aldeia das Dez, no Caminho das Tapadas e no Areal.

O Cruzeiro do Largo da Fonte, construído em 1661 e restaurado em 1960, também é algo que vale a pena visitar.

MEMÓRIA
No dia 15 de abril de 1953 despenhou-se um caça da Força Aérea Portuguesa em Aldeia das Dez. Era a segunda vez, em poucos dias, que o piloto efetuava exercícios aéreos sobre a aldeia. Nas manobras acrobáticas que naquele dia estava a executar, algo correu mal. O caça embateu numa árvore, depois numa casa e despenhou-se junto à aldeia. O piloto teve morte imediata. O seu nome era Alfredo José. E era natural de Aldeia das Dez.

A ver
Calçada romana
Localiza-se a 3 km da aldeia, no Caminho das Tapadas e no Areal.
Casa quinhentista
Junto à Capela de Santa Maria Madalena. Destaque para as molduras do vão da porta de entrada, arredondadas.
Casa da fábrica
Edifício localizado junto ao cemitério, construído no séc. XIX, que foi fábrica de cobertores.
Escola primária
Característico estabelecimento do ensino primário, construído no âmbito do “Plano dos Centenários”, no tempo do Estado Novo.
Fonte do Marmeleiro
Construída em 1915.

História
Quando, na década de 1860, a indústria dos fósforos se iniciou em Portugal, a Aldeia das Dez assumiu um papel de relevo: em 1890 existiam na aldeia duas ou três fábricas, que empregavam cerca de 50 operários. Uma das fábricas ainda existe e foi convertida em habitação privada, não visitável. Até 1899, ano em que foi concluída a estrada municipal que a liga à Ponte das Três Entradas, a Aldeia das Dez era uma povoação que vivia quase isolada.

Natureza
O rio Alvoco, que nasce na serra da Estrela, é também o rio da Aldeia das Dez. Nesta orografia sulcada numa rede de vales, aquele onde se encontra a aldeia é profundo e tem uma orientação aproximada este-oeste. Possui cerca de 30 km e o seu percurso termina na Ponte das Três Entradas, onde encontra o Alva.

A origem do nome
No “Cadastro da população do Reino (1527)” consta no termo da vila de Avô a existência do então denominado lugar dalldea onde viviam 49 moradores. Terá sido entre o séc. XVI e os séculos mais recentes que “das Dez” foi acrescentado ao nome da povoação.

Fajão

Embora algumas fachadas estejam rebocadas e pintadas, são predominantemente utilizadas cores tradicionais (branco e ocre), o que dá uma forte identidade à imagem da aldeia

É uma antiga vila, encaixada numa pitoresca concha da serra, alcandorada sobre o rio Ceira, perto da sua nascente, entre altos e gigantescos penedos de quartzito, cuja configuração faz lembrar antigos castelos naturais. Quem quiser fazer alpinismo e escalar estes penedos, poderá usufruir de um espetáculo único.
As obras de requalificação da aldeia começaram em setembro de 2003 e abrangeram, além de espaços públicos, imóveis particulares. Os proprietários demoliram, voluntariamente, parte dos seus imóveis e Fajão ganhou uma aura mais pitoresca.
Fajão exibe as suas casas em xisto, exemplos da arquitetura típica da zona. Possui uma malha urbana complexa. Toda ela conflui, de forma sinuosa, para o adro da Igreja Matriz. O declive em que se foi implantando é atenuado por vielas oblíquas com rampas e degraus. O material de construção predominante é o xisto – ora de tom escuro ora de tom quase ocre – e, de quando em vez, o quartzito. Embora algumas fachadas estejam rebocadas e pintadas, são predominantemente utilizadas cores tradicionais (branco e ocre) o que dá uma forte identidade à imagem da aldeia.

A aldeia recebe-nos com a hospitalidade das suas gentes e com a beleza surpreendente das suas casas. Cada uma tem uma história feita de pequenos pormenores e de configurações inovadoras, que respeitam e elogiam as linhas tradicionais. É preciso andar devagar e apreciar o namoro entre o xisto e as madeiras de portas e janelas, ou reparar como a cor das paredes parece iluminar todas as ruas por dentro, e que todas elas nos guiam para a luz dos espaços mais amplos. No exterior destacam-se os telhados em lousa e as carpintarias de linhas sóbrias. As janelas de vidro inteiro e duplo, com portadas interiores, conferem leveza a toda a estrutura dos edifícios. As portas, encimadas por padieiras em madeira, apresentam em alguns casos um tradicional postigo de vidro. Aqui e ali, algumas paredes rebocadas e pintadas de amarelo-torrado alegram a vila com um colorido pontual. Vale a pena apreciar as aldrabas, os postigos e cercas, as cimalhas e as paredes curvas, as fontes ou as varandas.

O património religioso merece uma atenção particular, a começar pela Igreja Matriz, dedicada a Nª Srª da Assunção, cuja construção se iniciou em 1788 e se concluiu no ano seguinte. Lá dentro encontramos uma série de imagens religiosas, do século XVI. Ainda há duas capelas, modestas mas pitorescas, e a antiga casa da Câmara, que também serviu como tribunal e cadeia. Embora mantenha a planta original, está reconvertido em unidade de alojamento. Algumas casas particulares do século XIX também merecem ser visitadas. Fajão tem ainda o museu Monsenhor Nunes Pereira. É do interesse de quem quer aprofundar um pouco o seu conhecimento sobre a história da aldeia, apreciando ao mesmo tempo obras de arte feitas em xisto.

A ver
Antiga casa da Câmara, tribunal e cadeia
Embora mantenha a planta, desde que foi vendida a particulares sofreu várias intervenções que transfiguraram a sua antiga feição, nomeadamente ao nível dos vãos. Atualmente, o edifício alberga uma unidade de alojamento.
Antiga escola primária
Edifício construído no âmbito de uma intervenção geral no País denominada “Plano dos Centenários” com a qual o Estado Novo pretendeu facultar a instrução a todas as crianças. A iniciativa era desenvolvida em articulação com as câmaras municipais.
Lavadouro público
Este equipamento, da década de 50 ou 60 do séc. XX, mantém inalteradas as suas características arquitetónicas e materiais construtivos.
Fonte Velha
Situa-se abaixo do adro da igreja, ponto de água que terá sido determinante para o estabelecimento do povoado neste local.
Alminha
Localizada na estrada para o rio Ceira.

História
Em 1233, o prior do mosteiro de S. Pedro de Folques (Arganil), D. Pedro Mendes, concedeu Foral a “dez Povoadores de Seira, que depois se chamou Fajão”, no contexto da política que visava criar comunidades de homens livres que garantissem o povoamento do território cristão. Foi o primeiro foral atribuído pelo mosteiro.

Natureza
Os limites da aldeia tocam no Sítio de Importância Comunitária – Complexo do Açor (Penedos de Fajão) da Rede Natura 2000. Um notável Freixo (Fraxinus angustifolia) está implantado no adro da Igreja e os azereiros abundam nas margens do rio Ceira. Aliás, perto da aldeia fica a nascente do rio.

Onde fica
Fajão localiza-se no coração da serra do Açor, junto à formação quartzítica denominada penedos de Fajão e sobranceira à margem esquerda do rio Ceira.

A origem do nome
Pinho Leal defende que Fajão deriva etimologicamente de Fayão, vocábulo godo correspondente a um nome próprio masculino.

Direitos Reservados

Vila Cova de Alva

Nobre aldeia, de dignidade exemplar, marcada pela dimensão dos seus edifícios e espaços públicos

É a Aldeia do Xisto que possui o maior conjunto monumental, nomeadamente por nela uma ordem religiosa ter estabelecido um convento. Convida, por isso, a caminhar e a descansar pelos espaços públicos da aldeia, como o Largo da Igreja Matriz e do Pelourinho, onde coabitam dois solares do séc. XVII, e a descobrir os muitos monumentos religiosos e civis, como o Solar dos Condes da Guarda, o Solar Abreu Mesquita, o edifício dos Osório Cabral e ainda a Rua Quinhentista. Mas há ainda o rio Alva que, com a sua praia fluvial, é uma refrescante tentação nos dias quentes.

Vila Cova de Alva é uma aldeia de apreciável dimensão, com muitas novas construções na envolvente ao núcleo central. A via que passava pela muito antiga Igreja de S. João de Alqueidão, e que se dirigia ao ponto de atravessamento do Alva, estruturou a malha urbana da aldeia. A passagem da EN342 alterou essa estruturação, que se passou a estabelecer nas bermas desta via, aliviando o núcleo antigo de modernas intervenções.

O material de construção predominante é o xisto, recorrendo-se ao granito para os elementos nobres das construções.

A ver
Pedra de armas quinhentista
Pedra de armas (Castelo Branco, Britos, Costas e Castros) e pedra gravada com a data 1536, implantada na frontaria de um edifício atualmente descaracterizado.
Casa da Praça (ou Edifício dos Osório Cabral)
Construído no início do séc. XVII, foi a antiga Casa da Câmara, tribunal e cadeia. Janelas de sacada com verga cornijada e guardas em ferro da época.
Capela de Nossa Senhora da Assunção
Portal com arco de volta perfeita, sobre o qual se sobrepõem um corpo com a pedra de armas.
Fonte de São Sebastião
Fonte profusamente decorada com azulejos.

História
Vila Cova de Alva é povoação de origem remota, à qual foi concedida carta de foral pelo bispo de Coimbra, D. Estêvão Annes Brochardo (bispado: 1304-1318). Os bispos de Coimbra são tidos como donatários da região desde o reinado de D. Sancho I.

Natureza
A Zelha (Acer monspessulanus), uma espécie arbórea pouco comum, ocorre com abundância na margem esquerda do rio Alva, junto à aldeia.

Onde fica
A aldeia está implantada na margem esquerda do rio Alva. As suas gentes souberam proteger os férteis terrenos agrícolas das zonas mais baixas, desenvolvendo-se a povoação ao longo da elevação que culmina no local da Igreja Matriz.

Lucília Monteiro

Sobral de S. Miguel


A origem desta aldeia remonta à era romana e esteve sempre associada às antigas rotas comerciais

As casas tradicionais possuem uma arquitetura simples, que tem maior destaque nos balcões e varandas soalheiras, normalmente sombreadas por videiras.

Os edifícios particulares – muitos construídos em xisto – são o ex-líbris da aldeia, mas há muito mais para ver em Sobral de São Miguel. Desde as suas três pontes, das quais a mais emblemática é a Ponte do Caratão, por onde passava a Rota do Sal, até à Casa Museu João dos Santos, onde se encontram expostas várias peças do antigo quotidiano dos habitantes da aldeia.

Como não poderia deixar de ser, Sobral de São Miguel tem o seu próprio património religioso. Disso é exemplo a Igreja Matriz de Sobral de S. Miguel que, tal como hoje se encontra, é fruto das obras de ampliação efetuadas no séc. XX (1933), sendo a torre sineira erguida no ano de 1937. A aldeia também tem uma capela em homenagem a Santa Bárbara, mandada erigir pelos mineiros em 1938.

Quem quiser fazer uma viagem no tempo e ver como se vivia na aldeia deve visitar algumas das construções tradicionais de Sobral de São Miguel: o lagar de azeite, o moinho e, ainda, distribuídos pela aldeia, vários fornos comunitários.
A fonte designada como Fonte do Caratão, também conhecida como Fonte da Ponte, foi construída em 1900 – e é um local muito pitoresco.

A ver
Antiga escola primária
Edifício resultante do “Plano dos Centenários” do Estado Novo, com dois pisos, o que indicia que por aqui existiu uma significativa população escolar.
Capela de Santa Bárbara
Edificada em 1940, quando a exploração do volfrâmio era a ocupação de muitos e a grandeza de alguns.
Eira
No local onde confluem as duas ribeiras que originam a ribeira do Porsim, que atravessa a aldeia.
Tronco de ferrar
Junto à eira, este era o equipamento utilizado para imobilizar as bestas enquanto eram ferradas.

Natureza
No extremo oeste da aldeia, a ribeira do Carvalho e a ribeira da Cabrieira casam as suas águas e aí nasce a ribeira do Porsim, que atravessa o povoado.

Território
Sobral de São Miguel possui, nas suas imediações, duas pedreiras onde se explora xisto, lousa e ardósia. Do ventre destas serranias já saiu pedra para obras em algumas outras Aldeias do Xisto, para algumas Aldeias Históricas, para França e para a Bélgica.

A origem do nome
Sobral deriva do termo latino suberale que significa mata de sobreiros ou terreno onde crescem sobreiros. Assim, aquando da fundação da aldeia, na sua envolvente, esta árvore seria abundante ou existiriam umas quantas de porte notável. O que ainda hoje acontece.