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100 autocarros com imagens de sonho para ajudar o Pinhal Interior

Coração no centro de Portugal

Imagem da Praia de Santa Luzia, em Pampilhosa da Serra, da repórter da VISÃO Lucília Monteiro, que não faz parte das que vão circular com os autocarros, mas bem podia...

Lucília Monteiro

Sob o lema "Tire um tempo do seu tempo e venha visitar-nos", a campanha desenvolvida pela Transdev vai apresentar, na traseira de 100 autocarros, imagens que traduzem a beleza paisagística da região do Pinhal Interior

A campanha, que surge na sequência dos incêndios que atingiram o Pinhal Interior, arranca no início do mês de agosto e vai ter a duração de um ano, divulgando nos óculos traseiros de 100 autocarros da Transdev imagens da região e convidando os portugueses a visitar aquela zona, informou a empresa de transportes, em nota de imprensa.

Segundo a mesma nota, a campanha arranca sob o lema "Tire um tempo do seu tempo e venha visitar-nos" e incita os portugueses "a descobrir os encantos naturais de municípios como Pampilhosa da Serra, Castanheira de Pera, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Góis, Ansião, Alvaiázere, Penela e Arganil".

A campanha vai ser feita nos autocarros da rede de linhas interurbanas da Transdev, que circulam, "entre outros locais, em Barcelos, Braga, Guimarães, Porto, Aveiro, Viseu, Lamego, Coimbra, Guarda, Castelo Branco e Lisboa".

"Face à dimensão da tragédia que assolou os habitantes do Pinhal Interior, quisemos associar-nos à onda solidária que se espalhou pelo país", explicou o diretor do Centro Operacional de Coimbra da Transdev, André Leitão, citado na nota de imprensa.

Fazendo uso "da vasta rede de viaturas" da empresa, a Transdev espera, com esta campanha, "contribuir para uma mais rápida revitalização da região e, com isso, ajudar ao regresso à normalidade da vida das populações das áreas mais afetadas", sublinhou André Leitão.

De acordo com a nota, a iniciativa da Transdev enquadra-se no âmbito do projeto de responsabilidade social corporativa da empresa.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 imóveis, dos quais mais de 200 eram casas de primeira habitação.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas que consumiram 53 mil hectares de floresta.

com Lusa