O primeiro-ministro considerou que os dados das contas nacionais hoje divulgados apenas confirmam as "más notícias" que já eram conhecidas pelos recentes números da execução orçamental, mas também trazem várias boas notícias.

Falando no final de um Conselho Europeu, em Bruxelas, no dia em que dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam que o défice orçamental no primeiro trimestre se agravou para 7,9 por cento do PIB, ficando acima da meta de 4,5 por cento prevista para o final do ano, Pedro Passos Coelho comentou que "não há novidades quanto a metas" e considerou que as contas nacionais até trazem a "boa notícia" de os desvios estarem relacionados com o processo de ajustamento em curso.

"Os resultados que estamos a observar são positivos na medida em que indicam que estamos a fazer um ajustamento bem sucedido", disse, acrescentando que tal implica um aumento dos riscos, tanto de "natureza social", como o aumento do desemprego, como em termos de cumprimento das metas orçamentais.

Passos Coelho reafirmou todavia hoje em Bruxelas o compromisso do Governo em cumprir a meta de défice de 4,5% para 2012, apesar de dificuldades evidentes que não pretende "mascarar", e disse ainda acreditar que tal possa ser feito sem impor mais medidas de austeridade aos portugueses.

Entre outras "boas notícias" destacou o facto de o défice externo estar a ser reduzido a uma velocidade acima do previsto, com o processo de transformação da economia portuguesa, mais direccionada para as exportações, em marcha, e de as necessidade de financiamento externo do país já não serem tão pronunciadas.