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SCARLETT, A EXTRATERRESTRE

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Under the Skin, de Jonathan Glazer

A competição abriu hoje com o um olhar azul e frio de Scarlett Johansson, em 'Under The Skin', um filme controverso pela negativa, do 'homem dos videoclips' Jonathan Glazer. O olhar de Johansson, correspondeu de alguma forma à frieza que foi recebido este filme imcompreensível do realizador britãnico. O cineasta israelita Amos Gitai, em 'Ana Arabia', continua o defender o seu sonho e a utopia de muitos, de por judeus e árabes a viver no mesmo lugar. 

José Vieira Mendes

Scarlett Johansson regressou ao Lido, (imagine-se pobrezinha???) cobrindo a pele de uma extraterrestre, que vagueia num furgão de carga, pelo norte frio da Escócia. À custa da sua beleza, vai seduzindo homens para os aniquilar e levar para outra dimensão. A verdade é que este papel começa logo por ser um total erro de casting, quando havia outras candidatas indicadas, como Eva Green ou  Megan Fox.  Saído do romance de ficção-cientifica de Michael Faber, este filme, intitulado 'Under the Skin',(www.youtube.com/watch?v=tlddCDdjcWU9), de Jonathan Glazer ('Sexy Beast'), realizador de excelentes videoclips com os Massive Attack, Radiohead, Blur, entre outras bandas, foi e com razão o filme mais apupado numa sessão de imprensa dos filmes da competição. E com razão, pois por mais boas intenções que tenha 'Under Thr Skin', parece não fazer muito sentido estar aqui a concurso. 'Under The Skin' é uma pretensiosa e indecifrável fantasia metafísica, com um aparente humor negro, sobre o instinto e a identidade, protagonizada por uma alígena (Johansson), totalmente desprovida de humanidade e emoções. Tudo bem, resta saber onde Glazer quis chegar? Em 'Ana Arabia', (www.youtube.com/watch?v=VjVoiBtb0aU) o cineasta Amos Gitai, colocou uma jornalista israelita de religião muçulmana a fazer uma reportagem num bairro de Jerusalém. Ali fala com alguns ansiãos e duas mulheres, ao mesmo tempo que vai tomando notas num caderno, das suas histórias individuias. 'Ana Arabia' é mais um dos muitos e belos filmes do israelita, que não se cansa de insistir nessa mais que razoável ideia de que judeus, arábes ou palestinianos, podem viver todos juntos, porque as suas origens são as mesmas. Só que desta vez 'Ana Arabia' ensaia outra forma de ver, através de um filme agridoce, realizado, num único e emocionante plano sequência, que vai contando pouco a dia-a-dia das pessoas (árabes, judeus e palestinianos) que vivem e partilhama pacificamente as suas vidas neste zona ainda verde de Jerusalém. O filme culmina num grande e bela panorâmica do sky line e la luz ocre da bela Cidade Santa. Daqui a pouco vai realizar-se a projecção de 'Moebius' (fora de competição), do 'escandaloso' realizador coreano Kim Ki-duk e o início de uma das mais longas jornadas de filmes desta Veneza 70.<#comment comment="EndFragment">