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MEIO MUNDO ESTÁ EM ROTERDÃO

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Soldate Jeannette, de Daniel Hoesl na Competição.

Cineastas e atores de todo o mundo reuniram-se desde ontem em Roterdão (Holanda) e até 3 de Fevereiro, para comemorarem o melhor do cinema independente de todos os continentes, num dos festivais mais carismáticos e alternativos da Europa, dedicado especialmente ao lançamento de primeiras e segundas obras de jovens realizadores internacionais.  

José Vieira Mendes

O 42º Festival Internacional de Cinema de Rotterdam (IFFR) vai receber ao longo de quase duas semanas de projecções de cinema e outras iniciativas de intercâmbio cultural, mais de 2.200 convidados, entre profissionais de cinema (realizadores, produtores e actores) e a nata da crítica internacional, associada à produção cinematográfica independente e 'world cinema', isto é ao circuito alternativo de filmes, fora da indústria de Hollywood. Entre os cineastas são esperados para participar e apresentar a suas obras não apenas jovens realizadores, mas igualmente nomes tão importantes como: Bernardo Bertolucci, os irmãos Quay, Koreeda, Hirokazu, Jean Claude Brisseau, György Pálfi, Park Chan Wook, Sergei Loznitsa, Kobayashi Masahiro, Cristi Puiu, Marion Hänsel, Cate Shortland, Alexey Balabanov, Matteo Garrone, Hideo, Nakata, Ben Wheatley e Mohsen Makhmalbaf. O cineasta e realizador de televisão alemão Dominik Graf e o artista visual finlandês Mika Taanila vão estar presentes igualmente no IFFR e serão os homenageados desta edição. Infelizmente por razões familiares a cineasta russa Kira Muratova não vai estar presente num programa retrospectivo dedicado à sua obra. Muitos atores do cinema independente são igualmente esperados para apresentarem os filmes em que participam, entre outros, a twaianesa Lu Yi-Ching (a actriz fetiche de Tsai Ming-liang e agora em 'How to Describe a Cloud', de David Verbeek); atriz chinesa Lu Huang (que participa tanto no filme de Verbeek como em 'A Fallible Girl', de Conrad Clark); o actor Isaka Sawadogo do Burkina Faso, protagonista de 'O Invasor' de Nicolas Provost, interpreta  agora tanto 'Diego Star' (Canadá), de Frédérick Pelletier, como de 'The New World', de Jaap van Heusden; o camaleónico actor francês Denis Lavant ('Holly Motors') interpreta com Iggy Pop, Béatrice Dalle e Natacha Régnier, 'The Morning Star', (França) da jovem realizadora Sophie Blondy; uma das mais conhecidas atrizes húngaras, Orsi Tóth ('Delta Women, Without Men'), protagonista agora de 'Silent Stone', de Ricky Rijneke; a brilhante dupla de actores turcos, Mina Özdem Sagdic e Oktay Cagla, podem ser vistos em 'The Heiress' de Ayse Polat (Alemanha/ Turquia); a atriz francesa Judith Chemla, interpreta Branca de Neve em 'Mirror My Love' de Siegrid Alnoy; e ainda os protagonistas do novo filme de Marion Hänsel, intitulado 'Tenderness': atriz francesa e cineasta Marilyne Canto e ator belga Olivier Gourmet. O CinemArt IFFR, uma espécie de mercado da co-produção independente vai realizar-se igualmente de 27 a 30 de Janeiro e terá a participação de cerca de 700 profissionais (agentes de vendas, distribuidores e financiadores) de cerca de 70 países, bem como cineastas e produtores que tem aqui oportunidade de apresentar aos potenciais financiadores, os seus projectos ainda e desenvolvimento. Entre eles estão cineastas e talentos tão promissores como Lucrecia Martel, Alex van Warmerdam, Pablo Stoll Ward, Yorgos Lanthimos, Johannes Nyholm e artistas visuais como Pierre Bismuto, Fiona Tan e Willie Doherty. E ainda dois vencedores do Hivos Tigre Award e da Competição de longas-metragens: Dominga Sotomayor (a vencedora do IndieLisboa'12 com 'De Jueves a Domingo' e Sergio Caballero, realizador do belo 'Finisterrae'. No vasto programa do IFFR destaque vai para as três seções principais: 'Bright Future' dedicado ao lançamento de novos realizadores e novos projectos cinematográficos, onde se inclui as mais importantes Competições: os Tiger Awards; depois a Spectrum e Spectrum Shorts, dedicada a novos realizadores, novos artistas e novos projectos, que na opinião dos seleccionadores do IFFR, contribuam para um desenvolvimento da cultura cinematográfica internacional; e por último a secção ou secções Signals, um conjunto de programas temáticos e retrospectivas do mais original cinema do mundo e que marca diferença de pontos de vista e perspectivas do cinema contemporâneo e da actualidade.

 

www.filmfestivalrotterdam.com<#comment comment="EndFragment">