O fenómeno repete-se anualmente, por esta altura, e pode ser observado à vista desarmada, durante a noite, com céu limpo e muito escuro, fora das cidades, num local exterior amplo como o campo.

Segundo o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), Rui Agostinho, as previsões meteorológicas apontam para que haja "condições ótimas" de visibilidade da "Perseidas", uma das chuvas de estrelas cadentes mais importantes.

A "Perseidas" tem o seu pico de atividade na segunda-feira, ao emitir uma média de 110 meteoros por hora. Contudo, de acordo com Rui Agostinho, pode ser vista a olho nu também hoje e no domingo, com uma média de 80 a 90 meteoros por hora. No céu, a chuva de estrelas cadentes ou meteoros surge como uma série de rasgos luminosos.

De acordo com o OAL, a "Perseidas" é popularmente conhecida como "Lágrimas de São Lourenço", em homenagem ao santo festejado a 10 de agosto. O seu nome científico deve-se ao ponto do céu de onde parece vir - o radiante -, localizado na constelação de Perseus.

A chuva de estrelas cadentes, cientificamente designada como chuva de meteoros, acontece quando a Terra cruza um enxame de meteoroides, neste caso na órbita do cometa "Swift-Tuttle".

Os meteoros, segundo o portal do OAL, são fenómenos luminosos resultantes da entrada na atmosfera da Terra de um corpo sólido proveniente do Espaço. O corpo aquece, ioniza a atmosfera e deixa um rasto de luz.

Os meteoroides são "objetos sólidos que se deslocam no Espaço interplanetário", com "dimensões consideravelmente mais pequenas do que as de um asteroide e bastante maiores do que as de um átomo ou molécula".

O Observatório Astronómico de Lisboa refere que há registo de "Perseidas" desde os séculos VIII, IX e X. Porém, só em 1835 o astronómo belga Adolphe Quételet (1796-1874) mostrou que era uma chuva regular.

Na lista de chuvas de estrelas cadentes mais importantes figuram, além da "Perseidas", a "Quadrântidas", a "Leónidas" e a "Gemínidas", com picos de atividade a 04 de janeiro, 18 de novembro e 14 de dezembro, respetivamente.

A "Gemínidas" não está associada a um cometa, mas ao asteroide (corpo rochoso e metálico) "Faetonte".