Oeiras, Lisboa, 04 ago (Lusa) -- O Centro de Investigação das Ferrugens do Café (CIFC) nasceu em 1955, mas foi a muitos milhares de quilómetros, em Timor-Leste, meio século antes, que a natureza terá dado o passo fundamental que originaria a instituição portuguesa.

A descoberta ocorreu nas montanhas timorenses em 1912, quando foram encontradas as primeiras plantas de café resistentes à doença conhecida por ferrugem, resultantes do cruzamento das variedades arábica e robusta.

Imune à doença que atormentava os principais produtores mundiais de café, a variedade começou a ser disseminada pelos agricultores, em campos espalhados pela então colónia portuguesa.