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Monza e Vicenza

Volta ao Mundo de Moto

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Francisco Sande e Castro

A unica situação pitoresca era que de vez em quando, á borda da estrada, estavam uma raparigas sentadas em cadeiras de plástico. Deviam estar a trabalhar para a Junta Autónoma das Estradas...

Arranquei de Monza com o céu nublado mas foi abrindo ao longo do dia. Os primeiros 100 Km foram chatos com a travessia de vilas sem graça e muitas rotundas pelo meio, em zona industrial dos arredores de Milão.

A unica situação pitoresca era que de vez em quando, á borda da estrada, estavam uma raparigas sentadas em cadeiras de plástico. Deviam estar a trabalhar para a Junta Autónoma das Estradas local a contar quantos carros passavam. O estranho é que às vezes estavam duas ou três afastadas uns 100 metros umas das outras. Provávelmente era para conferirem números mais tarde. Devem é ganhar mal porque não estava calor e as raparigas tinham muito pouca roupa e uns numeros abaixo do que deviam usar.

Fiz mais 250 Km já em estrada de campo aberta, com paigagens bonitas e cheguei a Vicenza, uma cidade espectacular, como tantas outras italianas. Instalei-me num Hotel que era um antigo convento, no alto do Monte Bérico, com vista fantástica sobre a cidade. Só que a mobilia do quarto ainda devia ser do tempo dos monges, muito básica e como unico quadro um retrato de cristo com 20 cm de largura perdido nas enormes paredes.