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Dubrovnik a caminho de Montenegro

Volta ao Mundo de Moto

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Montenegro é um país pequeno. A paisagem é muito parecida com a da Croácia mas mais mal tratado. Como curiosidade refira-se que embora ainda não pertençam à Comunidade Europeia, a moeda deles é o Euro. Quando uns a estão a perder outros ganham-na antes de tempo

Saí de Dubrovnik pelas dez da manhã a caminho de Montenegro. É um país pequeno, com uma área de cerca de 1/6 de Portugal continental, com uma paisagem muito parecida com a da Croácia mas mais mal tratado. Como curiosidade refira-se que embora ainda não pertençam à Comunidade Europeia, a moeda deles é o Euro. Quando uns a estão a perder outros ganham-na antes de tempo.

Logo na entrada de Montenegro, junto à fronteira, apanhei a estrada em reparação, tendo que fazer quatro ou cinco quilómetros não em estrada de terra normal, que isso não seria problema, mas numa estrada de pedra solta. A direção da Cross Tourer não parava quieta e tive que segurar o guiador com força e ir sempre em aceleração para a conseguir aguentar. Ainda não foi desta que fui ao charco mas cheguei à conclusão que em Africa vou mesmo ter que montar pneus de cross ou mistos porque com o peso que a moto leva é muito difícil de domar em estradas deste tipo.

Parei para almoçar em Koper, uma cidade medieval que não tem nada a ver com Dubrovnik mas é a mais emblemática de Monte negro. O que tem graça é que os navios de passageiros atracam mesmo às portas da cidade. O "windsurf" que se vê na imagem, estava ontem na Croácia e tem a curiosidade de ser um navio de milhares de passageiros mas com velas, daí o seu nome.

Depois de almoço apanhei uma estrada de montanha, a caminho da Albânia, com muitas ratoeiras. Desde pedras soltas no meio da estrada que caíam da escarpa até metade da estrada que tinha caído e estavam a reparar para além de curvas húmidas a meio, onde havia sombras, e grandes rachas no alcatrão, com desníveis acentuados.

A Albânia é um país mais pobre embora seja dos poucos na Europa em que a economia continua a crescer. Têm gaz e algum petróleo. A paisagem natural é bonita mas a construção é uma lástima. Os arredores de Tirana fazem lembrar as capitais africanas mais degradadas e o trânsito é difícil, agravado pelo facto das scooters circularem tanto na sua faixa como em sentido contrário a grande velocidade, conforme lhes apetece, Confesso que cheguei cansado a Tirana, onde estou agora. Amanhã sigo rumo a Sul e à Grécia.