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As quedas de água de Plitvice

Volta ao Mundo de Moto

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As quedas de água de Plitvice, na Croácia, não têm a espetacularidade das de Iguaçu ou as Victória mas são Património da Unesco e com os seus lagos são natureza no seu estado puro

Ontem à noite fiquei num quarto alugado junto às quedas de água de Plitvice, na Croácia e hoje de manhã fui fazer a visita a pé e de barco durante mais de três horas. Não têm a espetacularidade das de Iguaçu ou as Victória mas são Património da Unesco e com os seus lagos são natureza no seu estado puro. Uma beleza.

Os Croatas daquela zona interior é que têm um aspecto sinistro. Perto da fronteira com a Bósnia vê-se na cara deles, nas expressões, que ainda estão traumatizados pela guerra recente. Os homens são todos enormes e trombudos e a única pessoa que vi rir foi a menina do café onde tomei o pequeno-almoço. As sanduiches tinham péssimo aspeto e pedi-lhe se me aquecia uma "apple pie" que parecia melhor. Pô-la em cima do balcão e disse: "Não. É fria". Pedi-lhe então para a aquecer no micro-ondas que estava mesmo à nossa frente. Ela atirou com a tarte lá para dentro e desatou a disparatar em Croata. Nessa altura disse-lhe: Não se irrite assim que fica velha num instante. E foi quando a vi rir.

Pela uma da tarde arranquei, ainda pelo interior, numa estrada boa num enorme planalto. Ali não há turistas e em pouco menos de cem quilómetros não passei por mais de quatro ou cinco carros. Os poucos restaurantes de estrada estavam fechados mas acabei por encontrar um para almoçar cheio de homens trombudos mas em que a mulher do restaurante até era simpática. A seguir desci do planalto a caminho do mar onde o ambiente é completamente diferente. Aqui vivem do turismo, não andaram na guerra e têm cara mais alegre.



Estou numa vila chamada Vodice e amanhã sigo um bocado pela costa e depois rumo novamente ao interior a caminho da Bósnia