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Comportamento: vive atrás de um máscara?

Canal Activa

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Há um intervalo cada vez maior entre aquilo que somos e aquilo que mostramos ao mundo. Estamos a trair-nos ou simplesmente a sobreviver? Fizemos uma viagem àquilo que escondemos dos outros... e de nós próprios.

A primeira vez que pensei no tema estava em Londres com um amigo, e entrámos numa loja. Vi-o dar um salto como se tivesse levado uma bofetada e sair dali a correr. Perguntei-lhe o que é que o afectara daquela maneira. "A empregada", gaguejou ele. Tentei lembrar-me da cara dela, mas não me vinha nada de extraordinário à lembrança. Seria um caso fulminante de amor à primeira vista? Se calhar reconheceu-a de uma vida passada. Ele atirador de facas e ela assistente? Longe de fantasias, já ele explicava: "O sorriso dela! Estava séria, e quando entrámos abriu-se num sorriso totalmente artificial!"

Tive vontade de lhe dizer que me chocava muito mais o ar de caixão à cova com que me recebiam em algumas lojas portuguesas, e que, a dizer a verdade, preferia um sorriso artificial a umas trombas genuínas... Pior: preferia isso em todas as ocasiões da vida. Mas, afinal, as máscaras que colamos à cara são boas ou más? E servem para quê? Claro que mais grave do que as máscaras profissionais são as máscaras com que protegemos os nossos sentimentos mais profundos. Quando comecei a investigar, percebi que o sorriso artificial não era tão raro como isso, e na maior parte das vezes era bastante menos inócuo do que a simpatia estudada de uma assistente de circo - desculpem, de loja.



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