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Ao volante do 100 por cento elétrico Renault ZOE

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Já conduzimos o novo ZOE, que se revelou uma agradável surpresa. O elétrico da Renault apresenta uma série de inovações e parece-nos ser a opção ideal para uma utilização citadina, muito divertida e, claro está, amiga do ambiente

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Apesar da ausência de incentivos por parte do Estado português em relação à aquisição de veículos elétricos, a Renault escolheu o nosso país para a apresentação internacional do novo ZOE. Ao longo de cinco semanas, cerca de 700 jornalistas de todo o mundo testaram nas estradas da Grande Lisboa o novo carro elétrico francês, o que significa, segundo a marca, um impacto económico na ordem dos 3 milhões de euros. Um investimento muito bem vindo para as finanças do país, mas que não se reflete no valor de aquisição do ZOE, a partir de 21.750 euros. Em França, por exemplo, com o respetivo incentivo, o mesmo carro custa 13.500 euros. Uma diferença de mais de 8 mil euros que pesa, e de que maneira, na decisão de adquirir um carro elétrico. Apesar de uma maior autonomia em relação aos seus concorrentes mais diretos - a marca fala em 210 Km, valor que me parece um pouco otimista -, o ZOE não pode ser visto como o primeiro carro de uma família. Há ainda que ter em conta o aluguer mensal da bateria: 79 euros (IVA incluído), para um contrato de três anos e 12.500 Km anuais. Segundo os responsáveis da Renault, este valor equivale aproximadamente a um depósito de combustível. A carga completa da bateria custa cerca de 2 euros em horário normal. Mas, deixemo-nos de números e falemos mais em pormenor das muitas novidades que o ZOE tem para nos oferecer. Movido por um motor elétrico com uma potência equivalente a 88 cv e zero emissões de CO2, o ZOE é um citadino por excelência. É ágil e muito agradável de conduzir, acelerando dos 0 aos 50 Km/h em apenas 4 segundos, e 100% silencioso, a não ser que optemos por equipá-lo com o sintetizador de som que imita o barulho de um motor a combustão. Uma opção útil para avisar os peões da nossa aproximação. Caso contrário, teremos que recorrer à buzina para nos fazermos notar. O Z.E. Voice é ativado a velocidades entre 1 e 30 km/h e podemos escolher entre três sons: Pure, Glam e Sport. Devo dizer que me senti muito confortável ao volante do ZOE, tanto nos percursos citadinos como em auto-estrada, onde o velocímetro chegou a ultrapassar ligeiramente os 140 Km/h (a marca anuncia uma velocidade máxima de 135 Km/h). O habitáculo é bastante clean e apresenta alguns elementos bastante interessantes em matéria de climatização. O ZOE está equipado com um sistema que mantém ar à temperatura ideal (22 graus) e o ar condicionado ajusta automaticamente o nível de humidade no habitáculo de modo a evitar a secura da pele.

Há ainda um difusor de odores ativo com propriedades relaxantes estimulantes e dois aromas disponíveis, que são libertados periodicamente para evitar a saturação do ar. E para mantermos o ZOE sempre limpo, podemos optar pelos estofos em Teflon à prova de água e nódoas. Como as cores claras estão mais sujeitas à sujidade, principalmente quando transportamos crianças, a versão Zen traz um kit de limpeza rápida, que contém um produto especialmente adaptado aos plásticos e ao acabamento das superfícies no interior. Em termos de espaço, o ZOE é perfeito para quatro ocupantes, apesar de estar preparado para cinco. A bagageira apresenta uma capacidade de 338 litros, que pode aumentar para 1225 litros com o rebatimento do banco traseiro. Saliento que o banco traseiro só rebate na totalidade. Com a apresentação do ZOE a Renault anuncia várias estreias mundiais. Para além de ser o único veículo elétrico com uma autonomia homologada acima dos 200 Km, há também uma novidade chamada Range OptimiZEr, que engloba três inovações técnicas que contribuem esse valor de autonomia seja possível: o sistema de travagem regenerativo que permite que o motor atue como gerador sempre que travamos ou desaceleramos, uma bomba de calor que aquece o habitáculo sem prejudicar a autonomia e os pneus Michelin Energy TM E-V, desenvolvidos especificamente para o ZOE. Outra das grandes novidades é o carregador camaleão. Dependendo da potência disponível na estação de carregamento (trifásica ou monofásica), o ZOE pode ser carregado de 30 minutos a nove horas. E falamos de estação de carregamento porque o ZOE não pode ser carregado numa tomada comum, ou seja, ao adquirirmos um ZOE temos que instalar na garagem uma estação de carregamento, ou então, procurar uma das muitas que já existem espalhadas pelo país. Parece-me que este é um dos pontos negativos do ZOE. Ainda no campo das novidades, o novo elétrico da Renault é o primeiro da marca equipado de série com o R-Link, sistema multimédia integrado com acesso à internet e que integra uma série de funções: navegação, rádio, telefone, e muitas outras especificamente dedicadas à condução de um automóvel elétrico. O sistema de navegação memoriza a autonomia do veículo e quando introduzimos um destino diz-nos, desde logo, se temos autonomia suficiente para lá chegarmos. Depois do divertido Twizy, do comercial Kangoo e do familiar Fluence, a Renault fecha o ciclo dos elétricos com o ZOE, concebido de raiz como um veículo 100% elétrico. Com um design bastante atraente, o ZOE revelou-se uma agradável surpresa e parece-me a opção mais viável entre os elétricos disponíveis no mercado e a opção ideal para o dia-a-dia. É certo que os 210 km de autonomia são valores para esquecer, mas os 150 a 160 Km que o ZOE faz realmente já representam um significativo avanço naquela que é, a par do preço, a grande preocupação das pessoas quando se fala de um automóvel elétrico.