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Perfil

Catarina Marcelino

Catarina Marcelino

CIDADANIA E IGUALDADE

Nasceu no Montijo. Licenciou-se em Antropologia pelo ISCTE. Construiu o seu percurso de ativismo cívico e político através de experiências de voluntariado na AMI, Comunidade Vida e Paz, na Liga Portuguesa Contra a Sida e como dirigente das Mulheres Socialistas. Trabalhou em Câmaras Municipais, foi Adjunta do Secretário de Estado da Segurança Social e Presidente da CITE. Foi Secretária de Estado para a Cidadania e para a Igualdade e é Deputada à Assembleia da República pelo Partido Socialista.

  • Não sou intolerante, mas….

    É preciso assumir com clareza e sem titubear a posição de partida, para que o debate se faça sem reservas, frontalmente, sem refúgios nos “mas” e nos fingimentos de tolerância e de grande espírito democrático que são só balelas de quem tem pudor de assumir-se intolerante e que contribui para os extremismos e para os retrocessos civilizacionais

  • Racismo não é fado

    Devemos recordar a inquisição, a escravatura, o holocausto, enquadrando estes acontecimentos em momentos históricos de normalização da intolerância em que a discriminação, o fundamentalismo e o ódio foram aceites e integrados no quotidiano

  • O poder de escolha

    Na maioria dos países da União Europeia onde Portugal de insere há um desafio, inverso ao dos países em vias de desenvolvimento, porque o número de filhos real é inferior ao número de filhos desejados, com consequências negativas para a necessária substituição de gerações, fundamental à preservação de qualquer sociedade

  • Mulheres em marcha

    O movimento #Metoo criou uma dinâmica que é difícil de parar, porque é um movimento que insere em si uma carga fortemente libertadora que está a influenciar toda uma sociedade. Mas tem que se evitar, firmemente, riscos de uma “caça às bruxas”, porque a injustiça e a perseguição só servirão para desvirtuar as origens do movimento que se pretende benéfico e transformador

  • Lusotropicalismo legitimador

    Este ideal romântico que ajudou à imagem externa de Portugal a partir da década de cinquenta do século passado, é um verdadeiro problema quando, na sociedade portuguesa atual, confrontados com uma desigualdade persistente entre afrodescendentes e comunidade maioritária, tentamos construir uma resposta política que desconstrua os estereótipos e que aposte na igualdade de direitos e de oportunidades para as pessoas afrodescendentes