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José Reis Santos

José Reis Santos

BUDAPESTE, HUNGRIA - Comparativista. Talvez seja esta a melhor forma de me descrever. Quer como historiador, cientista político ou sociólogo amador. Neste sentido, tendo vivido e investigado em Madrid, Bruxelas, Nova Iorque, Inglaterra e agora Budapeste, tenho procurado articular pontes e ligações entre a sociedade civil, académica e política, de forma a retirar destes mundos (tantas vezes isolados) pontos de convergência e de comunalidade. Estar em Budapeste tem-me permitido acrescentar mais um ponto de observação, este proveniente da Europa Central, aos fornecidos por alguns dos lugares pelos quais tenho passado, partindo sempre desse berço de cosmopolitismo que é a minha Lisboa. Vivemos num mundo complexo, cheio de nuances e particularidades, falsa informação e algoritmos condicionadores, gente doida e perigosa, cheia de verdades e factos-alternativos, novos nacionalismos e disrupções sistémicas. Assim, quando mais procurarmos retirar do contacto com outras culturas e gentes, da sua literatura, história ou gastronomia, mais capacitados nos encontramos para entender um pouco (mais) o que nos rodeia.

  • Empreendedorismo, Blockchain e economia 4.0

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Cruzem-se agora todas as novas tecnologias disruptivas, como Blockchain / DLT, IoT, AI e 5G, todas com geotracking e capacidade de monitorização em dire to e intersectamos Blade Runner com 1984, ou seja, um futuro/presente permanentemente online, gerador de data em cascata, com ínfimas possibilidades de vigilância e controlo social, e onde as questões da identidade e soberania digital serão decisivas para manter vivos quaisquer desejos de que estas sociedades futuras assentem em pressupostos democráticos, liberais e multi-representativos

  • Trans-Abril

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Abril necessita de um upgrade social e cultural genético, trans, que transporte para o século XXI a plenitude completa e paritária dos ideais sonhados durante a madrugada que todas esperávamos

  • Slava e imparidades e Cadeias de Blocos (blockchain)

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Se o Facebook tivesse a sua plataforma em blockchain, todos os seus utilizadores poderiam, em primeiro lugar, definir que tipo de partilha de informação poderia ser feita e, depois, estar seguros de que qualquer tipo de monetarização futura dos seus dados poderia ser rastreada à fonte, ou seja, ao utilizador original

  • O1G 

    BUDAPESTE, HUNGRIA - As ruas de Budapest tem este ano uma nova imagem. Um novo logo tem coberto paredes e esquinas da capital magiar. Diz apenas O1G

  • As sombras de Orbán

    Num ato inédito, o Parlamento Europeu aprovou uma ação disciplinar contra a Hungria, por alegadas violações dos valores fundamentais democráticos. Em Budapeste, no entanto, o chefe do Governo nem vacilou: anunciou que não irá ceder perante o que disse ser uma chantagem, prometeu continuar a impedir a imigração e, se for caso disso, enfrentar Bruxelas. Quais as consequências para a União?

  • A Realidade comparada da cultura de trabalho numa multinacional na Hungria, vista por um Português

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Como o último texto foi bastante debatido na comunidade portuguesa em Budapest, mantenho hoje aberta a colaboração nesta página. Subjacente a esta ideia encontra-se a ambição de deixar registo de como alguns elementos da comunidade portuguesa sentem e vivem a cidade, agora. Pretendo ainda com estes convidados apresentar os diversos mundos em que, numa cidade tão cosmopolita e complexa como a capital magiar, vivem os portugueses que em certo momento das suas vidas decidiram se aventurar por terras a Leste. Em breve regressarei aos textos assinados. Entretanto, deixo a opinião do Tiago Hipólito, que conheço há já um bom par de anos, bom benfiquista e autor de um dos melhores bacalhaus da cidade, e que tem trabalhado no mundo das multinacionais.