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Filipa Araújo

Filipa Araújo

MACAU, MACAU Apaixonada por letras, pessoas e lugares, não se lembra de querer ser outra coisa senão jornalista. Antes sequer de partir já tem a mochila às costas. Esteve em jornalismo de agência e em assessoria em Portugal, mas não hesitou quando a convidaram para voar até a Macau. Ir é o seu verbo favorito. Escrever, uma paixão. Gosta de rir e observar tudo à sua volta. Diz que o amor é o que a faz viver. Não disfarça quando algo não lhe agrada e levanta o sobrolho quando dá opiniões. Adora sushi, mas era incapaz de deixar de comer carne.

  • No mundo da China…

    Depois deste texto não há como voltar atrás. Venho trazer para cima da mesa um tema que até vos pode parecer leviano, mas é todo um mundo para nós, os que vivemos deste lado. Falo-vos do: Taobao!

  • A bipolaridade de Macau

    MACAU - Por aqui as pessoas falam alto. Não consigo explicar porquê, mas berram quando estão felizes e quando estão infelizes. Berram por tudo e por nada. Utilizam o mesmo volume quando falam com alguém que está a dois metros de si, como a 20 ou 200

  • Antes que só nos reste a saudade

    MACAU - Ao fim de cinco anos, com a quase inexistente esperança do lado de Portugal no meu regresso, vejo pessoas que amo muito, ao longe. Tão ao longe que começo a ter dificuldades em lembrar-lhe os traços, o cheiro e as expressões. E se me perguntarem o que aconteceu eu direi “nada”. Mas aconteceu. Aconteceu que não devolver a chamada uma, duas ou três vezes, porque “agora não posso”, “agora não é boa altura”, ou “ligo mais tarde” foi abrindo uma fenda entre nós que só tem tendência a aumentar

  • Tapau, m’goi

    MACAU - Que fique escrito que Tapau não representa apenas “ir buscar comida”, inclui também levar para casa o que sobrou do almoço ou jantar. Desengane-se quem pensa que o tapau mora nos restaurantes de rua. Não. É prática geral, seja a tasca no virar da esquina com dois bancos vermelhos de plástico encostados ao pilar do prédio ou o restaurante Michelin. Sim, até o funcionário do Robuchon au Dôme pergunta depois de terminado um menu de 12 pratos: “tapau?”

  • Pandas e fusos horários

    MACAU - Diz-nos o Priberam que jet lag é o “conjunto de alterações físicas ou psíquicas resultantes de uma viagem longa de avião através de vários fusos horários”. Eu diria mais. O jet lag é uma tortura silenciosa que tem como missão destruir a sanidade mental do emigrante

  • O amigo do emigrante

    MACAU - Os melhores amigos não percebem a importância que têm em nós. O conforto que nos dão quando vamos a casa, e a vontade que nos trazem de querer ficar. Ficar por e com eles