Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Malheiro defende Rio: “É uma enorme irresponsabilidade pedir a cabeça do líder”

Legislativas 2019

Presidente da distrital de Aveiro critica “avalanche de opiniões” a atacar o presidente do PSD, que, defende, “deveria continuar” em funções. E lamenta que os “derrotados” do “golpe de Estado de janeiro” voltem a causar agitação

O presidente da distrital de Aveiro do PSD, Salvador Malheiro, saiu esta segunda-feira em defesa de Rui Rio e apontou o dedo aos adversários internos por, menos de um dia depois das legislativas, terem exigido a antecipação das diretas e do Congresso do partido. “Como líder da distrital de Aveiro – e a minha opinião não vincula a distrital -, acho que é de uma enorme irresponsabilidade estar-se, poucas horas após o ato eleitoral, perante esta avalanche de opiniões a criticar e a questionar a liderança. Nem sequer o escrutínio foi terminado [falta apurar o resultado dos círculos da emigração] e já temos alguns críticos a pedir a cabeça do líder”, lamentou, em declarações à VISÃO.

Para o também vice-presidente dos sociais-democratas, Rio continua a ser “o militante com maior capacidade de angariação de votos junto da sociedade civil”, tal como, acrescenta, “ficou provado nestas eleições com condições adversas quer interna, quer externamente” e que acabaram com “um resultado muito superior” ao que vinha a ser projetado nas últimas semanas. “Acho que ele deveria continuar no partido, pois é essa a vontade que sinto nos militantes de base e na população em geral”, reforça Malheiro, aparentemente imune às pressões de outras distritais para que Rio saia de cena.

O dirigente “laranja” frisa também que “neste momento” a cúpula do PSD ainda nem sabe “qual será a solução governativa” que emanará do sufrágio deste domingo, 6, fator que, dá a entender, pode ser relevante na ponderação de Rio. “Sendo nós o partido que lidera a oposição, temos de saber contra o quê que vamos votar”, refere, excluindo que o PSD viabilize o programa do Governo de António Costa ou o Orçamento do Estado para o próximo ano.Quer pelo discursos de António Costa, quer pelo de Rui Rio, isso está fora de hipótese”, realça Malheiro.

Mesmo perante um score provisório de 27,9%, que assegurou a eleição, para já, de apenas 77 deputados, o presidente da Câmara de Ovar frisa não entender o comportamento dos adversários mais ferozes de Rio e, sem os nomear, atira-se a eles: “Os principais rostos de oposição que estão a fazer isto agora são praticamente os mesmos que encabeçaram o golpe de Estado de janeiro, do qual saíram derrotados.” Os próximos dias vão mesmo ser de facas longas.