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Secretário de Estado do Governo de Passos Coelho na comissão de honra da Iniciativa Liberal

Legislativas 2019

José Carlos Carvalho

Pedro Silva Martins tutelou a pasta do Emprego, na dependência do ministro da Economia Álvaro Santos Pereira. Seis anos depois, diz que a IL é "uma lufada de ar fresco" e que precisa de crescer para "travar a decadência" do sistema

O primeiro secretário de Estado do Emprego do Governo chefiado por Pedro Passos Coelho, Pedro Silva Martins, vai integrar a comissão de honra da Iniciativa Liberal (IL) para as próximas eleições legislativas. O antigo governante será uma das mais de três dezenas de personalidades que farão parte do elenco que o partido liderado por Carlos Guimarães Pinto apresentará na próxima semana.

"Aceitei com muito gosto o convite de integrar esta comissão de honra da Iniciativa Liberal", confirma, numa declaração escrita enviada à VISÃO, o antigo governante, professor catedrático da Queen Mary University of London, especialista em assuntos laborais. Segundo Pedro Silva Martins, a IL é "uma lufada de ar fresco na política nacional", uma vez que "as ideias que defende - a importância do indivíduo, dos mercados, do reformismo, do combate efetivo à corrupção - são comuns entre os países europeus mais desenvolvidos, mas ainda têm um percurso importante a fazer em Portugal".

Já num registo de apelo ao voto, o docente universitário defende que "o sistema político português precisa de deputados da IL para travar a decadência que se tem verificado nos últimos anos" no País.

Pedro Silva Martins tem 44 anos e é economista. Licenciou-se na Universidade Nova de Lisboa, completou o mestrado naa Universidade de York e doutorou-se na Universidade de Warwick. Em junho de 2011, tomou posse como secretário de Estado do Emprego, assumindo funções no Ministério da Economia e do Emprego, tutelado pelo independente Álvaro Santos Pereira, também ele proveniente do mundo académico.

O antigo governante esteve envolvido no início do processo de revisão do Código do Trabalho, cujas alterações entraram em vigor em 2014 (resistindo algumas delas às mudanças operadas pelo PS) e ficou conhecido por ser um acérrimo defensor da limitação do alcance das portarias de extensão. Deixou o Executivo PSD/CDS em fevereiro de 2013, desgastado pela controvérsia em torno do pagamento dos subsídios em duodécimos.

Quanto à IL, este é o segundo elemento da comissão de honra a ser conhecido, depois de o Correio da Manhã ter noticiado que o crítico Eduardo Cintra Torres também a integraria.

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