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Catarina Martins: “Não iremos para nenhum governo a convite”

Legislativas 2019

Pedro Raínho e Carmo Lico

Em entrevista à VISÃO, Catarina Martins quer reforçar o peso do Bloco, depois de, nas legislativas de 2015, ter arrancado o melhor resultado de sempre do partido. Já se vê com um pé no Governo? “É preciso equilíbrio”, assinala

Catarina Martins garante que o Bloco de Esquerda nunca irá “a convite” para um governo do PS. Mas também não recusa dar esse passo. “Iremos quando tivermos votos para isso”, assume em entrevista à VISÃO, que pode ler na edição desta quinta-feira. No discurso da coordenadora nacional do Bloco, há uma tentativa permanente de clarificar as diferenças em relação ao PS e um alerta para os riscos que, diz, são inseparáveis das maiorias absolutas.

Objetivo claro para esse embate: reforçar a votação obtida em 2015. Mas não só: evitar um Governo em que os socialistas dependem apenas de si mesmos para governar. “As maiorias absolutas foram caracterizadas por uma arrogância – até institucional – para com a generalidade da população que é perigosa, e por serem espaços muito bons para o crescimento de interesses económicos à sombra do Estado.”

Há cerca de um mês, António Costa garantia, também em entrevista à VISÃO, que há hoje mais confiança entre os parceiros da chamada Geringonça. Mas Catarina Martins faz outra leitura do resultado destes quatro anos, no capítulo da relação entre as diferentes forças. “Conhecemo-nos melhor”, começa por responder, quando confrontada com as palavras do primeiro-ministro. Depois, lá acrescenta que, sempre que falou com Costa, “o que ficou decidido, ficou decidido”.

O problema não é pessoal, esclarece. É político. E aí há diferenças que a líder do Bloco faz questão de assinalar: diferenças de programa e diferenças de projeto para o País. O que não impede que no Bloco já se fale abertamente sobre o momento em que o partido fará parte de um Governo. “Iremos quando tivermos votos para isso”, dramatiza, a pensar já nas eleições de outubro. “É preciso que exista equilíbrio” entre os partidos.

Nesta entrevista, que ocupa oito páginas da revista, Catarina Martins preenche a ficha de avaliação de Mário Centeno, fala sobre as dissidências internas no Bloco de Esquerda e mostra o caderno de encargos da próxima legislatura – onde fica claro que, entre outros objetivos, a recuperação do “controlo de setores estratégicos” ganha um peso fundamental.

LEIA TODA A ENTREVISTA NA EDIÇÃO DA VISÃO DESTA SEMANA

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