Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Confirmado: Bebidas energéticas podem mesmo afetar gravemente o ritmo cardíaco

Estudo do Dia

Lucas Jackson / Reuters

O consumo de apenas uma bebida energética pode alterar significativamente o ritmo cardíaco e até mesmo ataques cardíacos, concluiu um estudo das Forças Armadas dos Estados Unidos

As bebidas energéticas estão disponíveis em estabelecimentos comuns e são vendidas sem nenhum impedimento, mas um novo estudo alerta para o risco grave que podem representar para a saúde: O consumo de apenas uma destas bebidas pode causar alterações significativas na pressão arterial e no batimento cardíaco.

A investigação, liderada pela americana Emily Fletcher, concluiu que os militares da base Aérea de Travis, na Califórnia, consumiam cerca de três bebidas energéticas por dia e que isso influenciava o seu ritmo cardíaco.

"Decidimos estudar o impacto das bebidas energéticas nas doenças cardíacas porque pesquisas anteriores revelaram que 75% dos militares consumiam este tipo de bebidas", revelou a comandante, ao jornal The Sun.

A investigação, publicada no Journal of American Heart Association, pediu a dois grupos que ingerissem uma bebida energética ou uma bebida de controlo – onde foram mantidos os mesmos níveis de cafeína, mas o açúcar e outros compostos presentes nas bebidas energéticas foram substituídos por xarope de cereja e sumo de limão. Os participantes que consumiram as bebidas energéticas tinham os níveis de pressão arterial mais elevados, assim como os intervalos QT (o intervalo de tempo que corresponde à sístole ventricular e que é variável consoante a frequência cardíaca) que estavam 10 milissegundos mais elevados.

"Se este intervalo, que é medido em milissegundos, for muito curto ou muito longo, pode fazer o coração bater de forma anormal. A arritmia resultante pode ser fatal", explica Fletcher.

Os investigadores alertam ainda para a mistura de bebidas energéticas com álcool: "Cuidado ao combinar álcool ou substâncias ilícitas com bebidas energéticas, podem desencadear ou agravar problemas cardiovasculares."