Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Mitos alimentares: 11 coisas que, afinal, não fazem mal

Estudo do Dia

Andreas Rentz/ Getty Images

O sal causa problemas cardíacos, o queijo é aditivo e os ovos provocam colesterol? Não é bem assim...

Glúten

O mito: A intolerância ao gluten é cada vez mais comum. Devemos evitá-lo se quisermos prevenir a inflamação intestinal.

Realidade: Só cerca de 1% da população mundial sofre de doença celíaca, um problema genético raro que faz com que as pessoas sejam intolerantes ao glúten. Para os restantes, é saudável e faz parte de um dos grupos de alimentos mais deliciosos. Além de ser um elemento importante em dietas equilibradas, o consumo de alimentos com glúten pode ajudar a prevenir o risco de diabetes tipo 2.

Ovos

Mito: Os ovos provocam um aumento dos níveis do mau colesterol no sangue

Realidade: Sim, os ovos são um alimento incrivelmente rico em colesterol (185mg por unidade) mas comê-los com alguma frequência não fará com que esse colesterol transite para as suas veias. Em 2013, o British Medical Journal publicou um estudo que concluiu que nem um consumo elevado (de um ou mais ovos por dia) está associado a um aumento do risco de AVC ou de doença coronária. Além de tudo isto, são uma boa opção porque baixam a tensão arterial, reduzem o risco de cancro e ajudam a ontrolar o apetite.

Cafeína

Mito: A cafeína compromete a saúde.

Realidade: A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos afirma que um consumo de cafeína até 200 mg por dia não deve ter consequências na saúde de adultos saudáveis. Os expressos que habitualmente consumimos têm entre 90 mg e 120 mg, pelo que pode consumir entre os dois e os três, por dia. No entanto, a organização alerta para a sua presença em outras substâncias: uma lata de bebida energética contém 80 mg, uma lata de 355 ml de cola contém 40 mg, uma barra de 50 gramas de chocolate contém 25 mg e uma barra de 50 gramas de chocolate de leite contém 10 mg.

Água gaseificada

Mito: A água com gás é tida, por muitos, como causadora de pedras nos rins, responsável por retirar o cálcio dos ossos e até tirar o esmalte dos dentes.

Realidade: A água com gás faz-lhe tão bem com a água sem gás, segundo Jennifer McDaniel, uma dietista especializada em dietética desportiva, em declarações ao jornal britânico Independent. "A água gaseificada é feita com dióxido de carbono dissolvido na água, criando ácido de carbono. E este processo só acrescenta bolhas - não acrescenta açúcares, calorias ou cafeína", explica.

Alimentos ricos em gorduras

Mito: Alguns alimentos como o abacate ou o azeite, muito ricos em gorduras, fazem-nos engordar.

Realidade: A ideia não tem nenhum fundamento cientifico. A título de exemplo, o livro "Eat Fat, Get Thin" (ou "Coma gorduras, fique magro"), da autoria de Mark Hyman, o Diretor do Centro Clínico de Medicina Funcional de Cleveland, EUA, explica a forma como podemos incorporar as gorduras saudáveis, de alimentos coimo o peixe e as nozes, na nossa dieta para perder peso. Além disso, um estudo publicado em 2006 pela Universidade de Harvard confirma que o segredo de uma boa dieta não está nos alimentos sem gorduras.

Queijo

Mito: Dissemina-se a ideia de que o queijo é aditivo

Realidade: Os estudos por trás desta teoria não a comprovaram.

Adoçantes artificiais

Mito: Os adoçantes artificiais causam cancro.

Realidade: A Food and Drug Administration americana avaliou centenas de estudos sobre compostos, como Sucralose, os a todos como seguros. No entanto, o que por vezes acoAspartame, Sacarina e outros, e classificou-ntece é que os adoçantes artificiais não satisfazem a vontade de comer doces e podem não ser eficazes a restringir a ingestão de açúcares em geral

Organismos Geneticamente Modificados

Mito: Os Organismos Geneticamente Modificados provocam cancro e são prejudiciais para o ambiente

Realidade: O cultivo destes organismos, que começou nos anos 80, tem sido bastante estudado e um relatório recente da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina americana veio confirmar que não representam um risco maior para o ambiente do que os restantes cultivos. E, segundo o Independent, não há evidências de que sejam menos seguros para consumo do que os alimentos convencionais.

Sal

Mito: o sal provoca problemas cardíacos e estimula o aumento de peso

Realidade: A discussão à volta deste assunto não permite tirar conclusões claras. Certo é que, em 2011 se fez uma análise com mais de 6000 pessoas e que foi publicada no American Journal of Hypertension, e se descobriu que não havia nenhuma prova clara de que o sal reduzisse o risco de as pessoas terem um ataque cardíaco ou um AVC - mesmo entre os que tinham a tensão arterial elevada.

Hidratos de carbono

Mito: Os hidratos de carbono - presentes no pão, no arroz, nos cereais e nas batatas - contribuem para o aumento de peso.

Realidade: Embora não seja má ideia se tentar limitar o consumo de hidratos de carbono processados, como os que encontramos no pão branco ou no arroz e massa brancos, por exemplo, nem todos os hidratos são maus e muitos são uma boa fonte de energia. A nutricionista Christian Henderson disse à revista Health que "as batatas brancas são muito boas". Têm potássio e Vitamina C e quase 4 gramas de fibra - mas, para que mantenham todas estas propriedades, deve cozinhá-las com casca. No caso de querer fazer uma escolha mais saudável pode também optar por arroz, pão e massas integrais, por exemplo.

Peixe

Mito: O peixe tem elevados níveis de mercúrio e pode trazer problemas para a sua saúde

Realidade: Embora os índices de mercúrio nos peixes grandes como o peixe marlin ou o tubarão, isso não é, por norma, um problema dos peixes que habitualmente cozinhamos, e que são mais pequenos. A Food and Drug Administration americana inclui na lista de peixes totalmente seguros e livres de mercúrio o salmão, as ostras, a truta, as sardinhas, a cavala e o arenque, por exemplo.