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Conheça o "viagra mental" que pode pôr fim aos problemas psicossexuais

Estudo do Dia

Getty Images

É uma injeção hormonal que pode ser uma resposta para infertilidade que afeta cerca de 300 000 casais em Portugal

Chama-se Kisspeptin e não é por acaso. É a hormona que ativa a resposta do cérebro ao romance. Além de ser a grande impulsionadora da puberdade, esta hormona é libertada ao longo da vida quando está, por exemplo, na presença de um ambiente romântico. Estimula os sentimentos e as sensações sexuais e de romance e esta libertação é também essencial para o sistema reprodutor.

Um grupo de investigadores do Imperial College de Londres fez uma experiência que passou pela injeção de Kisspeptin a 29 homens saudáveis e concluiu-se que a resposta destes homens a imagens de casais em momentos sexuais e românticos.

As ressonâncias magnéticas feitas aos participantes na experiência mostraram uma atividade reforçada de determinadas regiões do cérebro que são estimuladas pela excitação sexual e pelo romance. Este efeito não se verificava com imagens sem cariz sexual.

Estas injeções não afetaram o estado de espirito positivo dos participantes mas, no entanto, reduziram os estados de espirito negativos, afetando não apenas as regiões do cérebro associadas ao amor romântico mas também ao amor maternal e ao amor incondicional.

Waljit Dhillo, o professor responsável pelo estudo, disse que estes resultados têm potencial para serem aplicados no tratamento de problemas psicossexuais que podem levar à infertilidade. Segundo ele, o cérebro tem um papel importante na reprodução, mas a comprovação desta relação tem ainda um longo trabalho de estudos pela frente.

Este pode ser um "tratamento efetivo para o tratamento de distúrbios psicossexuais e potencialmente ajudar os inúmeros casais que têm dificuldades em ter filhos".

Esta equipa quer continuar a estudar a hormona "viagra mental", alargando os trabalhos de pesquisa às mulheres.