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Os gatos podem ser tão inteligentes como os cães

Estudo do Dia

DR

Chegou ao fim uma era de mitos: no que toca ao intelecto, cães e gatos não são assim tão diferentes

Os nossos cães e os nossos gatos são sempre os melhores, os mais engraçados, os mais inteligentes, os mais capazes, os mais especiais, porque, enfim, são nossos.

Mas amor pelos nossos à parte, parece que o nível de inteligência dos gatos é muito idêntico ao dos cães. Segundo um estudo feito no Japão, e que analisou testes de memória com 49 gatos domésticos, os felinos conseguem usar memórias de uma experiência singular do passado, memórias de momentos prazerosos, como a sua comida favorita. Este é um tipo de memória que também encontramos nos cães e chama-se memória episódica que, segundo Saho Takagi, a psicóloga da Universidade de Kyoto em declarações à BBC, pode estar relacionada com uma certa capacidade de introspetividade, o que sugere que ambos os animais poderão ter alguma consciência. Segundo ela, "um outro dado interessante é que os gatos podem até gostar de recordar ativamente as suas memórias, tal como os humanos.

Além da memória, cães e gatos têm performances idênticas em vários testes mentais mas estes resultados não são, naturalmente, indiferentes, às raças dos animais.

Quatro curiosidades sobre o nível de inteligência dos animais:

- Os chipanzés conseguem facilmente superar os humanos no que toca a memorizar uma série de números apresentados numa fração de segundo.

- Os polvos conseguem abrir garrafas com aberturas protegidas para as crianças que muitas vezes nós, humanos, temos dificuldade em abrir.

- Tanto os cães como os cavalos conseguem reconhecer a linguagem corporal com muito mais facilidade do que nós, humanos.

- Muito mais espécies do que imaginamos criam estratégias novas e impressionantes de atingir um objetivo, conseguir comida, por exemplos e muito mais espécies do que imaginamos experienciam o sofrimento.

Estes são dados baseados num artigo do jornal Independent que os publicou com base na análise do novo livro do primatologista Frans de Waal, intitulado "Somos suficientemente inteligentes para perceber o quão inteligentes são os animais?"