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Mulheres que não praticam exercício físico têm maior probabilidade de ter cancro da mama

Estudo do Dia

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Patrick Baz / GettyImages

Estudo espanhol mostra que as mulheres que têm um estilo de vida sedentário têm maior tendência de vir a desenvolver cancro da mama

Ter uma vida ativa e praticar exercício físico regularmente tem um efeito preventivo sobre o aparecimento do cancro da mama. Um estudo espanhol mostrou que as mulheres que não praticam exercício físico têm um risco 71% maior de vir a desenvolver cancro da mama do que aquelas que o fazem regularmente.

Esta é a principal conclusão alcançada por um estudo epidemiológico do GEICAM, um grupo de investigação do cancro da mama. O objetivo do estudo era perceber qual é o impacto do exercício físico no desenvolvimento deste cancro e determinar até que ponto é que o cumprimento das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o exercício físico se associa a uma probabilidade menor de vir a ter esta doença.

Para pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, a OMS aconselha a 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana, a 75 minutos caso seja intenso ou então a uma combinação moderada entre os dois.

Neste estudo, participaram mais de mil mulheres, entre os 18 e os 70 anos, que tinham sido recentemente diagnosticadas com cancro de mama em 23 hospitais espanhóis. Por cada uma destas mulheres, os investigadores incluíram uma outra mulher saudável, com a mesma idade, que vivesse na mesma área do que ela e que não tivesse qualquer tipo de relação sanguínea com ela. Devido à complexidade dos questionários, só cerca de 700 mulheres é que terminaram o estudo.

Os investigadores dividiram estas mulheres em três grupos, tendo em conta o exercício físico que praticavam: as que cumpriam as recomendações da OMS, as que praticavam atividade física, mas não chegavam a cumprir as recomendações e as que não faziam exercício. Analisando os dados, verificaram que 45% dos casos de cancro da mama e 51% das mulheres saudáveis cumpriam as recomendações internacionais.

Além disso, "nesta investigação, o grupo de mulheres pré-menopausa é praticamente de 50%, pelo que é possível bem separar o efeito do exercício em ambos os grupos de mulheres", clarifica Marina Pollán, a autora principal deste estudo. Os resultados sugerem que a prática de atividade física tem um efeito protetor maior para as mulheres pré-menopausa do que para as pós-menopausa, que precisam de fazer um exercício mais intenso para terem o mesmo nível de proteção.

As mulheres que tinham um estilo de vida inativo no ano anterior ao diagnóstico, independentemente do exercício praticado ao longo da vida, revelaram um aumento maior do risco de cancro da mama. As que mostraram menos risco foram aquelas que foram sempre ativas e que realizaram sempre algum exercício físico.