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A comida picante pode ser o segredo para uma vida saudável e mais longa

Estudo do Dia

© Beawiharta Beawiharta / Reute

Quem o diz é um novo estudo que associa o consumo de malaguetas a uma vida mais longa

Gosta de um bom picante? Não passa sem uma chamuça de vez em quando? É apreciador de caril? Se os come bons e apurados pode estar a fazer só bem à sua saúde.

Segundo um estudo da Universidade de Vermont que analisou o estado de saúde de mais de 16000 homens americanos. Os dados usados são do Questionário Nacional que examina a Saúde e Nutrição durante o período de tempo entre 1988 e 1994. Nestes 19 anos cerca de 34% dos homens morreu, mas quando os dados se limitavam aos homens que consomem regularmente malaguetas, o número desce para os 22%.

Segundo os resultados, os 13% de menor risco de morte podem estar relacionados com a "capsaicina", o composto ativo das malaguetas, que é também usada para tratar artrites, que funciona como analgésico e que é até usado no tratamento do cancro.

Um dos autores do estudo, Benjamin Litternberg explicou que este componente tem a capacidade de reduzir as inflamações corporais e disse: "As mortes menos frequentes entre o grupo que consome malaguetas diz respeito a mortes relacionadas com problemas cardiovasculares, ataques cardíacos e AVC".

Um estudo semelhante foi feito em 2015 e analisou 500000 chineses durante mais de 7 anos e concluiu também que o consumo de picantes pode reduzir o risco de morte. Dos relatórios médicos analisados descobriu-se que quem come picantes pelo menos três vezes por semana reduz em 14% o risco de morte, por comparação com quem não o faz.

Os investigadores alertam, no entanto, para a necessidade de manter uma dieta equilibrada e variada, com uma boa dose de picante, mas sobretudo saudável.