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Mamilos pequenos são nova tendência da cirurgia plástica

Estudo do Dia

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© Regis Duvignau / Reuters

Uma investigação conduzida por um grupo de cirurgiões plásticos britânicos mostrou que, no que toca a mamilos, existe uma nova tendência cirúrgica: mamilos pequenos

Maior já não é considerado melhor, nem tampouco é a preferência das mulheres que recorrem à cirurgia plástica mamária. Uma nova investigação, conduzida pelo The Plastic Surgery Group, mostra que há uma tendência para as mulheres optarem por um tamanho menor do que aquele que era habitual e que, para além disso, agora as mulheres querem mamilos pequenos.

"Durante as cirurgias para levantar ou reduzir a mama, o mamilo é reposicionado. Isto implica uma incisão em torno do mamilo, o que dá ao paciente a oportunidade de redimensionar o seu mamilo", refere o cirurgião plástico Dan Marsh, no comunicado de imprensa do The Plastic Surgery Group.

Ao perguntar aos pacientes qual era o tamanho que escolhiam, os cirurgiões foram notando que havia uma nova tendência. "Temos dado conta de um aumento de 30% de pedidos de um tamanho de mamilo menor, no último ano", continua o médico.

Se, há vários anos, a tendência relativamente aos mamilos era para escolher um tamanho 350-400cc, correspondente às copas DD e E, agora as mulheres preferem um tamanho médio menor: 250-300cc, correspondente aproximadamente às copas D-C.

Para verificarem se esta tendência é, de facto, real, os médicos realizaram um estudo, no qual pediram a 131 mulheres para olharem para um conjunto de fotografias de mamas e de mamilos no sentido de, de seguida, as classificarem de um a cinco, em termos de atratividade, e para dizerem se consideravam o mamilo "demasiado grande", "demasiado pequeno" ou "na medida certa".

Os resultados mostraram que os mamilos pequenos foram considerados os mais atrativos e aqueles que tinham a "medida certa" – sendo que, em termos de tamanho, ocupavam cerca de 25 a 30% da mama, vendo-a de frente. Já quando o mamilo ocupava mais de 50% da mama, 90% dos participantes consideravam-no "demasiado grande", e se a ocupação fosse inferior a 15%, o mamilo era considerado como "demasiado pequeno".

Os cirurgiões acreditam que estes resultados se podem pela associação entre mamilos grandes a mamas flácidas, grandes, com possíveis condições clínicas e a mulheres grávidas, a amamentar. No inverso, mamilos mais pequenos são associados a corpos mais joviais.

De notar, ainda, que o tamanho do mamilo não é o ideal para todas as mamas. "Os resultados do nosso estudo demonstram, claramente, que um tamanho único de mamilo não é apropriado para todas as mulheres, sendo que o diâmetro do mamilo deve ser ajustado de modo a que cubra 25-30% da largura do peito", referiu Mo Akhavani, outro cirurgião plástico que participou na investigação.