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Estudo mostra que não precisa de exercício intenso para conseguir emagrecer

Estudo do Dia

Spencer Platt / GettyImages

Investigadores da Universidade de Bath descobriram que os benefícios do exercício físico moderado e intenso são os mesmos. O que interessa é que a perda de calorias seja equivalente

Será que um exercício físico de curta duração, mas com um nível de intensidade elevado tem maior sucesso na perda de peso do que um exercício mais longo, no entanto com uma intensidade mais baixa?

Na tentativa de encontrar uma resposta para esta pergunta, os investigadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, iniciaram um estudo, que envolveu um grupo de 38 participantes, de meia idade, que tinham excesso de peso e não faziam exercício físico de forma habitual.

Foi-lhes pedido que, durante um período de tempo de três semanas, reduzissem o número de calorias ingeridas e que, enquanto isso, fizessem exercício cinco vezes por semana. Os investigadores dividiram o grupo em duas partes. A primeira teria de fazer exercício com um nível de intensidade alto e a segunda com um nível de intensidade moderado.

Em cada sessão de exercício, os participantes queimaram cerca de 400 calorias, sendo o exercício intenso ou moderado. No que toca a alimentação, a redução do número de calorias ingeridas também foi a mesma para os 38: 715 kcal por dia.

No final das três semanas de experiência, os dois grupos perderam mais ou menos o mesmo peso – em média, 2,4 quilogramas. Em termos de saúde, verificaram-se melhorias nos níveis de colesterol, tensão arterial, de sensibilidade à insulina e gordura corporal. Os investigadores descobriram ainda que, tanto num grupo como no outro, houve alterações positivas na ativação de genes-chave dentro das células de gordura.

A maior parte destas mudanças positivas ocorreu independentemente da intensidade do exercício físico realizado. Além disso, é importante referir que o tipo de alimentação dos participantes não mudou. Houve apenas uma redução do número de calorias.

"Os nossos dados demonstram que o que realmente importa é o número de calorias consumidas pelo exercício no total e não tanto a intensidade das sessões de exercício", disse Jean-Philippe Walhin, um dos autores do estudo.