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Anti-inflamatórios aumentam o risco cardíaco

Estudo do Dia

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JACK GUEZ / GettyImages

Pela sua saúde cardíaca, pense duas vezes antes de tomar um comprimido só porque sente dores. A ciência confirma: há uma relação pouco recomendável entre o seu coração e os anti-inflamatórios.

Quem é o responsável por bombear os 5 itros de sangue do nosso corpo com a exata pressão necessária? O coração. Quem troca o dióxido de carbono por oxigénio e o faz chegar às nossas células? O coração. Quem envia para todo o corpo os nutrientes necessários para sustentar toda as nossas atividades orgânicas? O coração, pois claro.

Pois é, há que cuidar da tomada à qual a nossa corrente está permanentemente ligada para nos mantermos vivos e isso pode passar por deixar de incluir medicamentos como os anti-inlfamatórios na nossa dieta de medicamentos auto-prescritos de cada vez que sentimos dor. Quem o diz é a uma publicação de saúde britânica, o British Medical Journal que apresenta um estudo levado a cabo por uma equipa da Universidade Milano-Bicocca em Itália.

O grupo de medicamentos identificado como potencial causa de falhas cardiíacas chama-se Non-selective non-steroidal anti-inflammatory drugs (AINES, anti-inflamatórios não esteróides e não seletivos). Os AINES são medicamentos usados sobretudo entre os doentes reumatológicos e com artrites e também como analgésicos e juntam-se a um outro grupo de nome complexo, os COX 2 inhibitors que já são seletivos porque inibem especificamente o cyclooxygenase-2, uma enzima responsável pela inflamação e pela dor. As substâncias médicas aqui estudadas foram sete AINES (diclofenac, ibuprofeno, indometacina, cetorolac, naproxeno, nimesulida, piroxicam) aos quais se juntaram dois COX 2 inhibitors (etoricoxib and rofecoxib).

O estudo teve em conta dados de quase 10 milhões de utilizadores deste grupo de medicamentos no Reino Unido, na Holanda, em Itália e na Alemanha entre 2000 e 2010. Os resultados têm tanto de óbvio como de chocante: 92 163 entradas ao Hospital por falha cardiaca.

Para os que tomaram algum destes medicamentos nos anteriores 14 dias, o risco de hospitalização por problemas cardíacos aumentava em 19% em comparação com os restantes utilizadores.

Os investigadores alertam: Todos estes dados devem, claro, ser interpretados com cuidado e à luz de cada caso. Mas para reforçar as preocupações com estas convulsões também deixam como certo: dado o número impressionante de AINES usados todos os dias em todo o mundo "até um pequeno crescimento do risco cardiovascular representa uima preocupação para a saúde pública".

É importante deixar de ter a ideia de que estes comprimidos são armas completamente inofensivas contra a dor de que estamos todos absolutamente seguros quando os tomamos. As doenças do foro circulatório continum a ser as principais causas de morte em Portugal, com destaque para os AVC e as doenças isquémicas do coração.

Dia mundial do Coração

Para celebrar esta data, a Fundação Portuguesa de Cardiologia vai oferecer rastreios cardiovasculares gratuitos já esta sexta-feira, (30 de setembro) na Torre dos Clérigos, no Porto, e no sábado (1 de outubro), no Jardim da Estrela, em Lisboa, ambos das 10h às 18h.

Na campanha deste ano a Fundação lança três conselhos importantes: "Sê ativo, Come saudável, Não fumes".