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Infanta Cristina de Bourbon planeia mudar-se para Lisboa

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Reuters

O próximo destino da irmã mais nova do Rei de Espanha, absolvida hoje num caso de corrupção em que o marido foi condenado, vai mudar-se para Lisboa com os seus quatro filhos no fim do ano letivo, segundo o El País

No mesmo dia em que foi conhecida a sentença do caso Nóos e a condenação do marido de Cristina de Bourbon, Iñaki Urdangarin, a seis anos e três meses de prisão por fraude e tráfico de influências e a uma multa de 512 mil euros, o El País avança que a infanta, absolvida no mesmo processo, planeia mudar-se para Lisboa.

A filha mais nova dos Reis eméritos quer transferir-se para capital portuguesa com os seus quatro filhos, de forma a ficar mais próxima do seu marido. No entanto, esta mudança só vai acontecer no final do ano letivo, para que os seus filhos, Juan, Pablo, Miguel e Irene, possam terminar o ano escolar em Genebra, cidade onde a família reside atualmente.

Quando começaram a surgir as primeira alegações do envolvimento de Urdangarin no processo Nóos, a infanta Cristina decidiu levar a família para Washingon D.C., onde viveram durante três anos, longe do holofotes da imprensa espanhola. Findo esse período, a irmã do Rei Felipe VI voltou para Espanha, mas só ficou na sua casa, em Pedralbes, Barcelona, durante um ano.

Aí, com a ajuda da LaCaixa, a instituição financeira para a qual Cristina de Bourbon trabalha há quase 20 anos, encontrou um emprego na Fundação Fundação Aga Khan, em Genebra, na Suíça, onde reside há três anos, numa casa no centro da cidade.

De acordo com o jornal espanhol, a ideia de mudar para Lisboa perante um resultado desfavorável para o marido e para si, já estava há algum tempo planeada pela infanta. A ligação da família Bourbon à capital portuguesa não é nova. João de Bourbon, avô de Cristina e antigo Rei de Espanha (de 1941 a 1977), viveu com o seu filho Juan Carlos, durante o exílio.

Quanto ao emprego, Cristina de Bourbon trabalhará na sede lisboeta, situada no bairro da Lapa, da mesma fundação que trabalha em Genebra. De acordo com El Español, se esta decisão se vier a concretizar, será incómoda para o Rei Felipe VI e manchará a relação histórica dos dois países.