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5 pontos sobre o caso que envolve a irmã e o cunhado do Rei Felipe VI

Atualidade

Cristina e Inaki Urdangarin, à chegada ao tribunal

© Enrique Calvo / Reuters

Cinco pontos importantes a saber sobre o caso Nóos, em que Cristina de Boubon foi absolvida, mas o seu marido foi condenado a 6 anos e três meses de prisão

Conhecida a sentença do caso Nóos, esta sexta-feira, a infanta Cristina de Espanha foi absolvida dos crimes fiscais pelos quais estava acusada, enquanto o seu marido, Iñaki Urdangarin, foi condenado a seis anos e três meses de prisão e ao pagamento de uma multa de 512 mil euros. Embora absolvida, a irmã do Rei Felipe VI terá ainda que pagar uma coima de 265 mil euros, por ter beneficiado dos crimes cometidos pelo marido.

Iñaki Urdangarin, antigo jogador olímpico de andebol e empresário, foi acusado de tirar partido das suas ligações reais para ganhar contratos públicos e de desviar dinheiro através do instituto Noós, do qual era gestor com um sócio, Diego Torres, que foi condenado a oito anos e seis meses de prisão e a uma multa superior a 1,7 milhões de euros.

Sabia que...

1. A investigação do caso Nóos já começou há mais de 10 anos

Em 1999, nasce a Nóos, uma instituição dedicada a atos desportivos, pelas mãos de Iñaki Urdangarin e Diego Torres. Quatro anos mais tarde, Jaume Matas, Presidente do Governo das Ilhas Baleares, e os dois dirigentes do Nóos negociam uma colaboração de 1,1 milhões de euros. Em 2006, o El Mundo publica um artigo que dá conta de pagamentos irregulares entre esta instituição e o Governo das Ilhas Baleares. No entanto, só cinco anos mais tarde é que os dois fundadores da Nóos entram no processo de suposta corrupção e só em 2014 é que Iñaki Urdangarin e Cristina Bourbon são formalmente acusados de fraude fiscal.

2. O caso fez a infanta Cristina perder o título de Duquesa de Palma de Maiorca

Quando a infanta Cristina se casou, a 4 de outubro de 1997, com Iñaki Urdangarin, o seu pai, Rei Juan Carlos, concedeu-lhe o título de Duquesa de Palma de Maiorca. No entanto, em 2015, esse título foi-lhe retirado pelo seu irmão mais velho, Rei Felipe VI, por causa do envolvimento da infanta no caso Nóos e da sua recusa em afastar-se do marido.

3. O casal autoexilou-se em Washington D.C. e em Genebra

Quando apareceram as primeiras alegações acerca do envolvimento do marido num caso de crime fiscal, Cristina de Bourbon decidiu levar a sua família para Washington D.C., de forma a ficarem longe dos holofotes da imprensa espanhola. Por lá, estiveram cerca de três anos e, depois de uma passagem de um ano por Barcelona, a infanta e a família estabeleceram-se em Genebra. Agora, segundo o El País, o próximo destino de Cristina e dos seus quatro filhos será Lisboa.

4. A infanta Cristina não assistiu à cerimónia de coroação do irmão, Rei Felipe VI

A cerimónia de coroação do Rei Felipe VI ficou marcada por algumas ausências: a do próprio antecessor do trono e pai, Rei Juan Carlos, e a da irmã mais nova, a infanta Cristina. Enquanto Juan Carlos pretendeu dar o protagonismo ao seu filho, Cristina foi afastada das cerimónias oficiais da família.

5. "A justiça é igual para todos", disse o antigo Rei, Juan Carlos, acerca do caso

Face o alvoroço que se gerou em Espanha perante o primeiro caso de corrupção que envolveu, diretamente, a coroa, Juan Carlos afirmou: "a justiça é igual para todos". Esta frase foi dita na mensagem de Natal do rei, em 2014, duas semanas depois de a casa real ter decidido afastar Iñaki Urdangarin dos atos oficiais. Juan Carlos afirmou, desta forma, que a sua filha, acusada de cooperação nos crimes do marido, deveria ter um julgamento igual ao de qualquer outro espanhol.

(Artigo de Sara Soares)