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O Facebook e as notícias falsas - uma história sobre a sofreguidão

Atualidade

© Dado Ruvic / Reuters

Terá a rede social de Mark Zuckerberg ajudado a eleger Donald Trump? A pergunta é legítima perante a quantidade avassaladora de histórias falsas pró-Trump que circularam no Facebook durante as eleições

O muito concorrido mundo do Facebook tem andado, nas últimas horas, entusiasmado com uma notícia do site americano The Huffington Post, com um título bem chamativo: “Bernie Sanders pode substituir o presidente Trump devido a brecha pouco conhecida no sistema”.

Mas logo ao segundo parágrafo, o autor da prosa, o empreendedor Matt Masur, desfaz qualquer esperança aos ativistas anti-Trump: “Não há nenhuma brecha que permita que qualquer pessoa, escolhida aleatoriamente, possa assumir o cargo de presidente. Isto é senso comum e, no entanto, você clicou neste artigo e até o partilhou”.

Este é o ponto. Agora que já tem a nossa atenção, Matt Masur dá-nos um “sermão” sobre a avidez do nosso comportamento nas redes sociais. E deixa alguns conselhos, na tentativa de travar esta sofreguidão que tem consequências bem mais perigosas do que imaginamos.

Eis algumas dicas: “Leia primeiro, antes de partilhar”; “Tenha atenção às fontes que são usadas”; “Cuidado com as histórias antigas que aparecem como sendo novas”; “Atenção quando os factos são alvo de manipulações para refletir apenas um dos lados”; “Vá o Google quando tem dúvidas sobre alguma história”.

É justamente por causa da questão das notícias falsas que o Facebook anda, por estes dias, no centro da polémica. Durante a campanha para as eleições presidenciais americanas, correram milhares de notícias falsas nesta rede social.

Como a esmagadora maioria das histórias inventadas eram pró-Trump, questiona-se agora se o Facebook terá contribuído para a vitória do empresário. Leu-se, por exemplo, que o Papa Francisco tinha dado o seu apoio a Donald Trump ou que o agente do FBI, que investigava os emails de Hillary Clinton, tinha sido assassinado.

Entretanto surgiram notícias de que um grupo de funcionários do Facebook terá constituído uma task force não oficial para combater a praga das notícias falsas. Tudo isto deixou Mark Zuckerberg nervoso, até porque o fundador da rede social já tinha mostrado, por diversas vezes, que era tudo menos um apoiante de Donald Trump.

Este fim-de-semana, na sua página do Facebook, escreveu: “Mais de 99% do conteúdo que as pessoas vêem é autêntico. Apenas uma pequena percentagem são notícias falsas e estas não estão limitadas a um só partido político”. Por isso, conclui, “é altamente improvável que estas notícias falsas tenham mudado o rumo das eleições”.

No entanto, nunca fiando, o Facebook já anunciou que os utilizadores podem denunciar notícias falsas e que o combate a esta praga prossegue.

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