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Se não houvesse corrupção não haveria crise

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Não pode ser o povo - e apenas o povo - a pagar os roubos e as corrupções de décadas

Paulo Morais prova no seu livro, com números claros e facilmente entendíveis por qualquer um, que "Se não houvesse corrupção o país não estaria em crise".



Ora:

1 - o povo não é corruptor - porque não tem dinheiro para corromper ninguém.

2 - e nem é corrupto - porque não tem poder para ser corrompido por ninguém.



Os corruptores são as grandes empresas, com a alta finança por detrás, e os corruptos só podem ser os decisores políticos.

Estes (ambos) "actores sociais" são os que nos conduziram a esta falência e a esta negra bancarrota.

Logo, não se pode obrigar o povo a pagar a crise enquanto a classe política corrupta, as mega-empresas e a alta finança nada pagam. E continuam com os seus negócios criminosos - como as PPPs e os swaps - passando anualmente a factura ao estado = nós.

É este o princípio que deve levar a uma reflexão profunda por parte de 10 milhões de portugueses.

Só quando pelo menos metade dos portugueses adquirir consciência desta clara Verdade estaremos em condições de começar a obrigar uma das classes políticas mais corruptas da europa a arrepiar caminho ou a  demitir-se, dando lugar a quem não seja (tão) corrupto; e a quem obrigue os criminosos de lesa-pátria, hoje perfeitamente identificados, a pagar pelos seus crimes de décadas.