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Parlamento Europeu Investiga Gripe A

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o seu escândalo "Pandémico" estão na mira do Conselho Europeu. Será desta que passará a prestar contas ao público?

Os Estados-membros do Conselho da Europa decidiram abrir, agora em Janeiro, um inquérito para apurar a pressão exercida pelas companhias farmacêuticas na campanha global da Gripe Suína (Gripe A/H1N1), em particular, o nível de influência da indústria farmacêutica na Organização Mundial de Saúde (OMS).  

A Comissão Para a Saúde do Parlamento Europeu aprovou, por unanimidade, a resolução que convoca o inquérito.

A iniciativa constitui uma medida longamente aguardada para clarificar publicamente o "Triângulo Dourado" de corrupção da droga entre a OMS, a indústria farmacêutica e cientistas e académicos que afectaram permanentemente a vida de milhões, causando a morte de pessoas, nalguns casos.  

A moção foi apresentada pelo Dr. Wolfgang Wodarg, antigo deputado social-democrata (SPD) do Parlamento Alemão, actualmente, presidente da Comissão Para a Saúde do Parlamento Europeu. 

Wolfgang Wodarg é um médico epidemiologista, especializado em doenças pulmonares e em medicina ambiental que considera a corrente "pandemia" da campanha da Gripe Suína da OMS como "um dos maiores escândalos da medicina deste século." 

O texto da resolução aprovada à justa pelo Parlamento do Conselho Europeu diz, entre outras coisas:

"A fim de promover as suas drogas patenteadas e vacinas contra a gripe, as empresas farmacêuticas influenciaram cientistas e agências oficiais responsáveis pela Saúde Pública para alarmar os governos em todo o mundo e fazê-los despender orçamentos da Saúde, já de si reduzidos, em campanhas de vacinação ineficazes que expuseram, desnecessariamente, milhões de pessoas saudáveis ao risco de efeitos colaterais desconhecidos, devido a vacinas insuficientemente testadas."

A campanha da "gripe das aves" (2005/06) combinada com a campanha da "gripe suína" parece ter provocado sérios prejuízos, não apenas a alguns dos pacientes vacinados e aos orçamentos da Saúde Pública, assim como, à credibilidade e prestígio de importantes organismos da Saúde.

O inquérito do Parlamento Europeu vai analisar a questão da "pandemia fictícia" declarada pela OMS em Junho de 2009, a conselho do seu grupo de especialistas e académicos (SAGE), muitos dos quais, foram apontados como tendo estreitos laços financeiros com os mesmos gigantes da indústria farmacêutica (os laboratórios 'GlaxoSmithKline', 'Roche', 'Novartis') que beneficiaram da produção de drogas e vacinas não testadas destinada à Gripe H1N1. 

O inquérito, será avaliado com carácter "urgente" pela assembleia do Parlamento Europeu. 

No seu relatório oficial dirigido à Comissão, o Dr. Wodarg critica a pressão efectuada pela indústria farmacêutica junto de cientistas e funcionários da OMS, frizando que ela conduziu à situação em que "milhões de pessoas saudáveis foram desnecessariamente sujeitas ao risco de vacinas insuficientemente testadas" para uma epidemia de gripe reconhecida como "largamente menos perigosa" do que qualquer das epidemias gripais conhecidas até agora. 

Diz o Dr. Wodarg que o papel da OMS e a sua declaração de pandemia, em Junho de 2009, deve constituir o ponto fulcral do inquérito do Parlamento Europeu.  

A OMS mudou o critério para a declaração de pandemia, pela primeira vez, em Abril de 2009, quando os primeiros casos de gripe suína, no México, se tornaram conhecidos, tendo por base, não o nível de risco da doença, mas o número de casos declarados, para proclamar a "pandemia". 

Ao classificar a Gripe Suína (H1N1) como pandemia, a OMS conseguiu forçar os Estados a desenvolver planos de emergência para combater a pandemia, bem como, a adquirir milhões de lotes de vacinas anti-Gripe Suína. 

Visto que a OMS não está vinculada a qualquer fiscalização parlamentar, o Dr. Wogard defende ser necessário que os Governos tomem providências para que a OMS passe a prestar contas públicas. 

O inquérito do Parlamento Europeu analisará também o papel das duas importantes agências alemãs responsáveis pelas directizes sobre situações de pandemia, a saber: a Paul-Ehrlich e o Instituto Robert-Koch.

Bravo!

 

 

Fonte:

Traduzido de: F. William Engdahl, autor de "Full Spectrum Dominance: Totalitarian Democracy in the New World Order" ["Domínio Absoluto: Democracia Totalitária na Nova Ordem Mundial"]  

O autor, colaborador regular da www.globalresearch.ca pode ser contactado através da sua página na Internet em:

www.engdahl.oilgeopolitics.net.