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O GOVERNO PRETENDE A LEI DA EUTANÁSIA PARA BENEFÍCIOS ECONÓMICOS

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Segundo a Renascença e outros meios de comunicação, o Conselho de Ética para as Ciências da Vida, emitiu um relatório, aconselhando o governo a racionar os medicamentos para SIDA, cancro e doenças reumáticas, de modo a gastar menos.

Segundo a Renascença e outros meios de comunicação, o Conselho de Ética para as Ciências da Vida, emitiu um relatório, aconselhando o governo a racionar os medicamentos para SIDA, cancro e doenças reumáticas, de modo a gastar menos.

Nada mais cruel em tempo de paz, por muita crise que possamos atravessar, do que a palavra racionamento, em tudo que diga respeito ao tratamento de doenças.

Esta notícia fere a sensibilidade de qualquer ser humano, mas particularmente dos pacientes, familiares e amigos. Destrói as poucas esperanças e a luta pela vida de quem sofre dessas doenças. Demonstra um desrespeito total pela vida. Demonstra que a escumalha que governa este país, coloca o valor da vida dos cidadãos abaixo dos interesses económicos.

Esta notícia demonstra que o governo pretende aprovar a lei da eutanásia no país, não para consentir o direito ao doente em sofrimento terminal, a opção da sua própria escolha de por termo ao sofrimento. A intenção dos nossos governantes, é promover algo como a lei da eutanásia, no sentido de reduzir custos na saúde, limitando aos doentes, a possibilidade de acesso a medicinas e meios biotecnológicas avançados, alegando que as esperanças e o pouco tempo que lhes resta de vida, segundo estatística da doença que os aflige, não justifica que o governo desperdice mais verbas, afectando mais o orçamento de Estado. Isto é o tipo de engenharias de economia do 3.º mundo.

Lamento que o Conselho de Ética para as Ciências, a pedido do Ministro da Saúde, se preste a emitir um relatório, desprezando o interesse pela vida em benefício de interesses políticos e económicos. Desconheço se são médicos, cientistas, intelectuais, políticos ou amigos de políticos que fazem parte deste Conselho de Ética. Mas estou certo que o estudo apresentado tem de tudo menos de ética das ciências. Nem o actual ministro da saúde, Paulo Macedo, pessoa totalmente ignorante em assuntos de medicina e saúde pública, nem nenhum outro governante ou economista, tem competência ou conhecimentos para decidir quando basta de tratamento para manter a esperança de mais alguns dias ou mesmo horas de vida, se esse for o desejo do doente.

A maioria dos portugueses saiu pela primeira vez à rua, passados 38 anos desta farsa de democracia, indignados pelas últimas medidas de austeridade anunciadas, nomeadamente a TSU.

A notícia que veio a público hoje, sobre a qual estou a escrever, indignou-me muito para além da TSU. Não porque eu ou alguém da minha família tenha sofrido de alguma das doenças em causa, o que felizmente não aconteceu, mas nunca se sabe o dia de amanhã. Mas a maioria dos portugueses tem um familiar, vizinho ou mesmo amigo distante, vítima do sofrimento que essas doenças causam. Acredito que a vida, é o bem mais precioso da vida de cada um de nós. Por isso, não podemos ficar calados à mercê das decisões políticas dos governantes.

Que a saúde pública e o aumento de certos grupos de doenças viessem a aumentar com a crise, não era surpresa para mim, conforme já tinha referido no meu artigo intitulado: "ESTAMOS PERDIDOS. O GOVERNO TEM UMA PROCURAÇÃO COM PODERES ABSOLUTOS". Mas que o governo fosse de tão baixos escrúpulos e sem qualquer tipo de pudor, que procurasse cortar custos orçamentais, em doentes de algumas das mais dolorosas e terríveis doenças dos nossos tempos, isso era impensável.

Fui emigrante durante perto de 30 anos. Senti sempre orgulho em dizer que era português. Sempre que a oportunidade surgia, gostava de falar do meu país, das nossas terras, dos nossos costumes e da nossa história, aqueles que desconheciam Portugal.

Esse orgulho sobre a minha terra, Portugal, nunca diminuiu. Mas hoje, a vergonha de ser governado pelo sistema político instalado no país e governos de oportunistas, incompetentes e alguns mesmo corruptos, protegidos por leis por eles aprovadas, é cada vez maior. Hoje, sinto um desejo de revolta e dizer ao mundo que tipo de governantes temos e até onde eles podem ser acreditados. Pelo menos em Portugal, a cada dia têm menos ou nenhuma acreditação. Mas apesar de o sistema ser definido como democracia, o povo não tem poder. O órgão definido como o símbolo da democracia e representantes do povo, a Assembleia da República, não representa o povo, mas sim os partidos políticos, por quem foram escolhidos. Os votos não são da consciência de cada deputado, mas de acordo pelo exigido pelos interesses partidários.

Dentro de algumas horas, publicarei em inglês um artigo intitulado:

"The Portuguese Government is intended to install Euthanasia Rules In the National Health System"

E com a seguinte entrada:

The Portuguese government is deciding to cut expenses on the last treatments of patients suffering from cancer, rheumatic diseases and infected with HIV, so that the country deficit can be reduced as scheduled, in the agreement with the International Monetary Fund, IMF, and the Central European Bank, CEU (Troika).

Agradeço a todos os portugueses, espalhados por todos os cantos do mundo a divulgação do artigo que publicarei, através de nacionais desses países de modo a chegar a todos os meios de comunicação social. Talvez seja a única forma que possamos, para impedir a violação dos direitos humanos e do direito de lutar pela vida a todos aqueles que sofrem dessas doenças.

Desde já, como português e emigrante, o meu mais sincero agradecimento pela vossa atenção e apoio na divulgação.