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A COMUNICAÇÃO SOCIAL, AS SUAS INVENÇÕES E OUTRAS ABRANGÊNCIAS

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Os ditos e os mexericos que uma Comunicação Social ávida de escândalos e de novas afins que, não as tendo, inventa da cabeça de um tinhoso (expressão popular) só contribuem para desorientar as cabeças dos incautos leitores que acabam por tomar como verdadeiros mentiras, meias verdades e boatos.

 

Vivemos esta sociedade triste, quase inimputável segundo aqueles que nos observam do exterior e dizem que somos uns pobres coitados, incapazes de nos governarmos, merecedores de intervenção e piedade.

 

Como não podia deixar de ser, funciona, como sempre funcionou ao longo da nossa História, uma fábula (perdoem-me se não sei se é de Fedro, se de La Fontaine, se de qualquer outro fabulista), cujo título sugestivo é a FÁBULA DO VELHO, DO BURRO E DA CRIANÇA.

 

Vem o PS e tudo contesta e critica.

Vem o BE e tudo contesta, critica e verbera.

Vem a CGTP -hoje dirigida pelo novel Arménio Carlos- que nada aceita e se diverte a promover greves e manifestações.

Vem a UGT - (Et tu quoque fili mei Brutus...) emparceirar com o precedente divertindo-se também a promover greves e manifestações.

Vem a Fenprof - magistralmente dirigida pelo sabe-de-tudo Mário Nogueira, que não concorda com nada, e se diverte a promover greves e manifestações, agitando, desassossegando, causticando, manipulando a nossa classe de professores que, por vergonha ou sem ela aderem à festa com bandeirinhas e tudo.

Não é possível trabalhar num clima destes.

No tumulto, no insulto, na crítica destrutiva, na manias dos nossos comentadores sábios em tudo e arrogantes até à ofensa.

A nossa intervenção tem que exercer-se sem alaridos. Há erros, injustiças, compadrios (sabemos que há de tudo isso) nesta Nação que sempre andou ao pé coxinho ao longo da sua História centenária. Pois exerçamos a nossa cidadania denunciando as situações, mostrando o nosso descontentamento, mas, e sobretudo, comparecendo na mesa de voto para exprimirmos a nossa vontade de mudança, elegendo autênticos representantes do POVO que não figuras fantoches que é o que os partidos nos propõem como se fôramos um rebanho de ovelhinhas obedientes.

É idealismo? Pois seja. Há sempre uma forma melhor de fazer-se qualquer coisa. Analisemos, discutamos, exijamos participando de boa-fé nos destinos deste Povo em crise económica, financeira e de valores éticos e morais.