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Após as questiúnculas internas que precederam a sua eleição, na noite de sexta-feira, 28, a CGTP cerrou fileiras em torno do novo secretário-geral. A escolha de Arménio Carlos não foi unânime, mas o certo é que, no sábado, o discurso das minorias era diferente do da véspera. Afinal, nas questões fundamentais, há na central convergência entre as correntes minoritárias (socialista, católica e bloquista) e a comunista que representa cerca de 60 por cento.

Arménio Carlos não se saiu mal na busca de equilíbrios internos na central sindical que representa 720 mil trabalhadores e onde cada uma das sensibilidades sabe, há muito, até onde esticar a corda.

Arménio Horácio Alves Carlos, 56 anos, tem o curso industrial e foi eletricista na Carris, onde deu os primeiros passos no sindicalismo, no início da década de oitenta. Tornou-se dirigente do lendário Sindicato dos Transportes Urbanos de Lisboa (TUL). Em 1987, chegou à União dos Sindicatos de Lisboa, que começou a coordenar em 1996, quando entrou também para a cúpula da CGTP. Pelo meio, em 1993, foi durante três meses deputado pelo PCP, cujo Comité Central integra. Casou, teve uma filha e divorciou-se. já é avô e é sócio do Belenenses.

Caracteriza-se pela postura discreta. É um negociador. Implacável, para uns, teimoso, para outros, e há também quem o repute apenas de pessoa firme. Racionalmente paciente, não perde a compostura. Calmo, mas incisivo. Recuperou, nas semanas que antecederam o Congresso da Intersindical, alguns vocábulos que muitos intitularam de "cassete". Faça, leitor, a sua própria leitura a partir deste da entrevista a Arménio Carlos como líder da Intersindical.