Lisboa, 30 jul (Lusa) - O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou que vai adiar o fundo de investimento imobiliário, uma operação de venda de património municipal que previa arrecadar 91 ME para amortizar a dívida a longo prazo, "sine die".

Em entrevista à agência Lusa para o balanço dos cinco anos na liderança da capital, o autarca socialista disse que o acordo com o Estado para a venda dos terrenos do aeroporto - que permitiu o encaixe de 286 milhões de euros e a redução da dívida bancária em 43% - "teve um efeito superior ao fundo imobiliário".

"No cenário de crise económica que se está a viver, e em particular a crise do imobiliário, neste momento não é oportuno avançar para o fundo. Com o acordo com o Estado, não temos tanta necessidade como pensámos há dois anos da realização do fundo. Podemos aguardar para que haja condições de mercado para isso avançar. Neste momento é adiar 'sine die' [por tempo indeterminado] a constituição do fundo", afirmou António Costa.