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Doze desejos para a Floresta

Luís Silva

Com 2010, o ano da Biodiversidade, para trás, ficamos com 2011, o ano da Floresta, pela frente. Seguindo a tradição das 12 passas de Ano Novo, deixo aqui os meus 12 desejos florestais para o ano novinho em folha que estamos a estrear.

Desejo que:

  1. O ano 2011 dê seguimento à agenda iniciada em 2010, nomeadamente aos objetivos estabelecidos em Nagoya, na CBD COP10, sobre a nova estratégia para parar a perda de Biodiversidade, e em particular para a Floresta que os objetivos de travar a desflorestação sejam alcançados.  
  2. A sociedade fique mais consciente do papel que a floresta desempenha no nosso dia a dia, fornecendo-nos bens e serviços essenciais ao nosso bem-estar, tais como matérias-primas e fontes de energia renováveis, recursos genéticos, água potável e ar respirável;  
  3. A economia remunere pelo justo valor o capital natural da floresta, através da internalização dos serviços do ecossistema e da biodiversidade;  
  4. A cortiça se afirme no mercado do Green Building, pelas suas características de isolamento térmico, como parte integrante da mudança do paradigma energético;  
  5. A biomassa florestal se afirme no mercado da energia, adotando modelos de gestão florestal sustentável, contribuindo para a mudança do paradigma energético através de um aumento das fontes de energia renovável;  
  6. Os países mais desenvolvidos reduzam o consumo e o desperdício, aumentem a reutilização e a reciclagem, permitindo diminuir a desigualdade na distribuição mundial dos recursos naturais, incluindo aqueles provenientes da floresta;  
  7. Os países com economias emergentes adotem modelos de desenvolvimento sustentável, não percorrendo os mesmos erros das economias desenvolvidas, nomeadamente a delapidação das suas florestas naturais;  
  8. Os cidadãos adotem hábitos de consumo mais sustentáveis, dando preferência a produtos florestais provenientes de gestão sustentável, tais como produtos certificados;  
  9. A inovação técnico-científica permita produzir mais com menos, de uma forma sustentável, contribuindo para dar resposta às crescentes necessidades de matérias-primas e recursos naturais de uma população mundial crescente;  
  10. O território seja planeado, tendo em vista a conciliação da produção de bens e serviços do ecossistema com as necessidades sociais de uso desse mesmo território;  
  11. Portugal recupere o seu espaço rural, fazendo uso da sua agricultura e floresta para alavancar a recuperação económica;  
  12. A economia mundial evolua para um modelo de desenvolvimento sustentável, colocando a floresta num patamar elevado da Economia Verde.  

Votos de um bom ano e esteja atento à "Campanha Florestas Vivas", da WWF, que irá decorrer durante 2011, o Ano Internacional das Florestas.