Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Reformar a política de pescas da UE para parar a bancarrota dos nossos oceanos

Angela Morgado

  • 333

Nos últimos 15 anos, as pescas na UE têm estado em contínuo declínio.

Está actualmente em revisão a reforma das pescas Europeias, que deverá ser votada no próximo dia 28 de Novembro; uma forte reforma das pescas na UE, com a adequada implementação, permitirá recuperar os stocks em apenas 10 anos com benefícios para os pescadores (cujas receitas poderiam subir até 50%) e para todo o sector das pecas (gerando receitas extras de 2,1 mil milhões de euros por ano - aproximadamente mais 80%).



Este é o momento para parar a bancarrota dos nossos oceanos e permitir um futuro próspero para os stocks de peixe na Europa.



Nos últimos 15 anos, as pescas na UE têm estado em contínuo declínio. As empresas e o emprego têm diminuído a uma taxa constante de 4% ao ano, as receitas dos pescadores estagnaram.



A 28 de Novembro, o Comité de Pescas do Parlamento Europeu vai decidir e votar sobre o futuro dos oceanos. Devemos enviar uma mensagem clara para os deputados europeus - para que parem a bancarrota dos nossos oceanos.



Para isso aqui fica o link da campanha da WWF: http://www.wwf.pt/o_que_fazemos/campanhas_para_ajudar_wwf_no_mundo/



Discute-se ainda por estes dias na reunião do ICCAT (International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas) que se realiza em Agadir, Marrocos, de 12 a 19 de Novembro, o futuro do atum-rabilho ou atum do Atlântico.



Esta espécie de atum-rabilho tem sido atormentada por pesca excessiva nos últimos anos, sendo na sua maioria impulsionada pela procura Japonesa e seu desenvolvimento massivo de quintas de engorda.



É urgente garantir o futuro desta espécie não aumentando as actuais capturas nos próximos 3 anos (12.900 toneladas por ano) de modo a assegurar a recuperação dos stocks.