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HÍDRICA: Um questão de rendas

Energia

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Barragem do Alto Lindoso, no rio Lima.

Adelino Oliveira

Por pressão da troika, Portugal acordou para a questão dos subsídios à energia

Até 2020, o Governo quer cortar 1,8 mil milhões de euros nas chamadas rendas excessivas do setor da energia. Um exemplo é o da garantia de potência, uma renda anual paga aos produtores para compensar os dias em que as centrais térmicas estão paradas. Se a fatia das eólicas é de 100 a 200 milhões de euros, a das mini-hídricas ascende aos 300 milhões.

Mas também os produtores nas grandes barragens vão sofrer com os cortes. Aliás, a Endesa, a quem foi atribuída a construção de uma barragem no Mondego, já veio dizer que vai repensar o investimento de 500 milhões de euros que pretendia fazer. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, limitou-se a dizer que não cede a chantagens. É que as rendas pesam no Orçamento do Estado e são pagas pelos contribuintes.



Seja como for, a energia hídrica vai sofrer com esta medida. E não só. A APREN Associação de Energias Renováveis mostra-se preocupada com as metas do Governo para as pequenas centrais hídricas: "Está previsto um mero acréscimo de 45 megawatts de potência para este setor."

Digamos que também aqui falta ambição nos objetivos. Além disso, todos os processos de atribuição de novas licenças para o hídrico foram suspensos até 2014. Como uma pequena central hídrica leva, em média, 10 anos a ser licenciada, só muito para lá de 2020 haverá uma nova exploração deste tipo, conclui a APREN.



Potência atual instalada:

5400 MW (30% do total)

 

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