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Central de eletricidade de origem térmica vai ser construída em Fukushima

Energia

Central térmica japonesa, na província de Iwate

Si-take

Após o desastre nuclear registado em Fukushima durante o ano passado, os japoneses vão construir, na mesma província, a maior central de energia de origem térmica.

Cinco empresas acordaram construir a maior central de geração de eletricidade de origem térmica do Japão na província de Fukushima, onde se encontra a central nuclear que sofreu em 2011 um grave acidente, informou hoje o diário Nikkei.

A empresa de materiais industriais e de construção Mitsubishi Materials e as petrolíferas Idemitsu Kosan, Inpex, Japan Petroleum Exploration e a Mitsui Oil Exploration decidiram realizar prospeções em seis locais do parque nacional de Bandai-Asahi.

O custo preliminar do projeto está estimado em cerca de 100 mil milhões de ienes (915 milhões de euros), mas aguarda-se a sua aprovação pelas autoridades municipais nos próximos meses para se iniciar a exploração do subsolo.

O consórcio de empresas planeia trabalhar com hotéis e pensões localizadas nas zonas termais da comunidade contou Masaho Adachi, presidente do Conselho para o Desenvolvimento de Energia Termal japonês, falando sobre os planos em vista para a zona afetada pelo maior terramoto sentido no Japão e que provocou um maremoto que afetou a mesma zona e que consequentemente levou ao maior desastre nuclear da história após Chernobyl.

Apesar de ultrapassadas estas adversidades enfrentadas, pelo menos pelo que se vê de imagens e vídeos, é tudo ainda muito recente. Isto faz com que Adachi reconheça, face a alguns protestos ao projeto, que ainda há muito a fazer.

"Deveremos estar reunidos durante um período maior de 10 anos até termos as centrais térmicas a funcionar", disse o presidente à Reuters sobre as ações necessárias a tomar como a recolha de informação, prospeção e impacto ambiente que o projeto possa vir a ter. A última central térmica construída neste país foi em 1999.

O país nipónico, que acolhe vários vulcões no seu território, consta no 3º lugar da lista de nações com maior registo de energia térmica, sendo capaz de produzir 14 mil MW. No entanto, e apesar de todo o potencial, atualmente apenas 540 MW são produzidos e distribuídos devido às restrições existentes nos parques nacionais, locais onde abunda este tipo de recursos.