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Elogio das olaias

Biodiversidade

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Gonçalo Rosa da Silva

Basta andar pelas ruas de Lisboa para tropeçar nalguma das mais de mil olaias que estão em flor por esta altura

Já andavam um pouco atrasadas as olaias de Lisboa, diz Ana Júlia Francisco, engenheira-da-Câmara-que-tudo-sabe-de-árvores. Os lisboetas esperam-nas entre as glicínias e os jacarandás.

Por isso, agora as suas flores sabem tanto a primavera. Vale a pena ver de perto os botões a saírem diretamente dos ramos retorcidos ou mesmo dos troncos, uma das características que tornam estas árvores tão originais. Mas há mais, aprende-se num telefonema.

"Mesmo sem floração nem folha, têm uma forma e um crescimento de ramos muito interessante. Como perdem cedo a dominância apical [o gomo central deixa de dominar todos os outros], o seu comportamento é quase arbustivo." A floração, lindíssima e abundante, espanta na quase total ausência de folhas. Quanto mais caquéticas, mais bonitas são as olaias. E a boa notícia é que na Câmara continuam apostados em plantá-las.

Onde pode vê-las

  • "Bairro das Caixas" (entre a Av. da Igreja, o Campo Grande e a Av. dos EUA)
  • Av. Poeta Mistral (entre a Av. de Berna e a Av. Elias Garcia)
  • Av. Calouste Gulbenkian (logo a seguir ao aqueduto)
  • Rua Mem Rodrigues (transversal da Av. Ilha da Madeira)