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Bruxelas luta contra invasoras

Biodiversidade

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Praga nacional - A Mimosa (Acacia dealbata) e a Acácia-das-Espigas (Acacia longifolia) são das principais plantas invasoras em Portugal. Entre 2000 e 2010 foram gastos €2.747 mil em ações de controlo e limpeza no Norte do país. O custo médio por hectare é de 320 euros.

António Xavier

A Comissão Europeia criou uma nova legislação para combater as espécies exóticas que ameaçam o ambiente, a saúde pública e a economia

Publicado na edição 1071 da revista VISÃO

No velho continente, das cerca de 12 mil plantas e animais não indígenas identificados, entre 1 200 a 1 500 são considerados exóticos invasores. Caracterizam-se por um crescimento e dispersão rápidos, pois competem de forma mais eficaz pelos recursos que as espécies nativas e não enfrentam predadores naturais.

Em todo o mundo, são a segunda causa de perda de biodiversidade e o valor estimado dos prejuízos que causam, na União Europeia (UE), é de 12 mil milhões de euros, por ano. A Comissão Europeia propõe a criação de uma lista comunitária com as 50 "espécies exóticas invasoras preocupantes para a União", que devem ser banidas.

Os Estados membros vão ser obrigados a identificar os seus locais de entrada, a informar os outros países sobre a sua existência e a eliminá-las o mais depressa possível. Mas o Orçamento Comunitário para o período 2014-2020 não prevê qualquer verba específica dedicada a estas ações.

Da lista não constam plantas e animais migrantes ou que estejam a deslocar-se geograficamente, devido às alterações climáticas. Também os organismos modificados geneticamente estão excluídos. A proposta tem ainda de passar pelos Conselho e Parlamento europeus, antes de entrar em vigor.

ERRADICAÇÃO TOTAL

A lista negra das 50 plantas e animais será revista a cada cinco anos. Baseado em avaliações de risco e provas científicas, um comité, composto por representantes de todos os Estados-membros, decide quais as espécies a banir - deixará de ser possível importar, comprar, utilizar, libertar ou vender esses organismos.

€12 mil milhões por ano

Valor dos prejuízos causados por exóticas invasoras em infraestruturas, áreas agrícolas e saúde pública, na U.E.. O número não contabiliza a perda de biodiversidade e de ecossistemas.