"É evidente que eventuais medidas desse tipo serão duras para muitas pessoas e que aqueles para quem já foram duras no passado são aqueles que têm menos capacidade para poder enfrentar mais medidas, mas há sectores de atividade e segmentos da população que ainda têm alguma margem de manobra", disse.

Falando aos jornalistas à margem de uma palestra, no quadro da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEG) a que pertence, o gestor bancário escusou-se a precisar quais são esses setores de atividade e se são públicos ou privados.

Contudo, salientou que agora "há mais margem de manobra" na economia portuguesa para a imposição de eventuais medidas restritivas do que há um ano. 

O presidente da administração do Banco Português de Investimento (BPI) elogiou o trabalho do Governo após um ano de mandato no reequilíbrio das contas públicas e classificou de "impressionante" a evolução do país desde a assinatura do memorando com a 'troika'. "Um ano depois de assinarmos o memorando da 'troika', são impressionantes os progressos que já foram feitos", enfatizou.

Para o banqueiro, o trabalho desenvolvido no último ano devolveu a boa imagem de Portugal no exterior e hoje, no estrangeiro, "há respeito pelo que Portugal está a fazer", o que considerou fundamental como alicerce para que se criem condições para a recuperação económica do país. 
"Quando vou ao estrangeiro, verifico que as pessoas têm uma imagem diferente de Portugal, talvez ainda não tão forte como merecemos, mas não tenho dúvidas que já muito melhor do que era antes", ilustrou.