"Não estou preocupado. Ele não é meu superior, não é meu ministro." É com estas palavras que D. Januário Torgal responde ao ministro da Defesa, que ontem o desfiou a escolher entre "ser bispo das Forças Armadas e ser comentador político".

"Um bispo não tem que escolher entre a sua função de membro da Igreja ou de comentador político. Um bispo tem de falar de tudo, é sua obrigação interceder pelos mais frágeis. Se isso é ser comentador político, que seja", contrapõe D. Januário, em declarações ao jornal i desta quarta-feira.

Na terça-feira à noite, em declarações à TVI24, o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, acusou o Governo liderado por Passos Coelho de ser "profundamente corrupto" e comparou "alguns" ministros a "diabinhos negros", por oposição aos "anjos" que integraram o anterior Executivo.

"Ninguém tem que me pedir explicações sobre as coisas que eu digo de acordo com a minha consciência", disse ainda ao i D. Januário.