De acordo com Cristina Costa, chefe da Divisão de Segurança Clínica da Direcção-Geral da Saúde, explicou que, "na actual fase", produtos como desinfectantes ou soluções anti-sépticas de base alcoólica devem estar reservados aos locais onde se prestam cuidados de saúde.

A Lusa apurou junto de várias farmácias por todo o país que se regista uma corrida aos produtos desinfectantes, como gel e toalhetes, que chega a atingir um aumento de 300 por cento e que já levou a rupturas de stock.

Para Cristina Costa, uma correcta lavagem das mãos, com água e sabão, e uma eficaz secagem a seguir são "suficientes" para garantir uma correcta higiene.

A especialista disse ainda que as mãos devem ser protegidas, pelo que os espirros devem ser dirigidos para os cotovelos ou para lenços de papel descartáveis.

Cristina Costa defende ainda uma desinfecção das superfícies de contacto frequente - com lixívia ou álcool - como manípulos das portas ou corrimãos.

A especialista da DGS reconhece, contudo, que poderão ser necessários outros cuidados "se as coisas se complicarem".

As orientações da DGS recomendam que uma "lavagem correcta das mãos deve durar mais de 20 segundos".